Não há negociação em andamento entre Lakers e Mavericks por P.J. Washington. Jake Fischer e Marc Stein, da Bleacher Report, disseram em transmissão ao vivo que o nome circula por conta do encaixe salarial, não por conversa real de bastidor. É o oposto do que se falava dois dias antes.

Siga o Lakers Brasil no Instagram

Resumo rápido
  • Jake Fischer nega conversas: “nada que eu tenha realmente ouvido nos bastidores”.
  • Washington tem quatro temporadas e US$ 88,8 milhões garantidos pela frente.
  • Na 2025-26, teve 14,2 pontos e 7,0 rebotes em 56 jogos, com 32,5% de três.
  • O Lakers tem só uma troca de escolha de primeira rodada negociável, em 2032.
  • Nossa matéria de 3 de agosto apontava conversas avançadas com o Mavericks.

O que os dois insiders disseram

Fischer foi o mais direto. “Não ouvi nada sobre o Lakers indo atrás de P.J. Washington. O nome dele só aparece na boca dos torcedores do Lakers e dos torcedores do Mavericks, por causa daquele encaixe de troca. Nada que eu tenha realmente ouvido nos bastidores”, disse o repórter da Bleacher Report.

Depois ele fechou a porta com uma frase mais curta: “P.J. Washington não é alguém que eles estejam pensando em reunir com Luka Doncic.” A distinção importa. Fischer não disse que a troca é impossível. Disse que a conversa não existe.

O elogio que veio junto com o desmentido

Stein discordou do mercado, não do jogador. “Acho que o melhor P.J. Washington que a gente já viu foi quando ele jogava com o Luka”, afirmou. É uma leitura defensável: em Dallas, ao lado de Doncic, Washington virou o ala-pivô que arremessa do canto e defende trocando marcação, exatamente o perfil que o Lakers procura para a posição 4.

O problema é que essa versão ficou para trás. Na temporada 2025-26, Washington teve 14,2 pontos, 7,0 rebotes e 1,8 assistência em 56 jogos, com 45,0% de aproveitamento de quadra, e encerrou o ano fora por lesão no cotovelo. Fischer apontou o número que mais dói: 32,5% nas bolas de três, contra 38,1% na temporada anterior.

Um ala-pivô que acertava quase 4 em cada 10 tentativas de fora vale uma cadeia de primeiras escolhas. Um que acerta 1 em cada 3 vale bem menos, e ainda ocupa o mesmo espaço na folha salarial.

O contrato é o freio de mão

Washington tem quatro temporadas restantes e US$ 88,8 milhões integralmente garantidos, sendo US$ 19,3 milhões já em 2026-27, segundo levantamento de Khobi Price, do The California Post. Não é um salário proibitivo por ano. É um compromisso longo demais para um time que acabou de gastar pesado.

Vale o contraste. O Lakers assinou Collin Sexton por dois anos e US$ 19 milhões e Quentin Grimes por quatro anos e US$ 60 milhões. O padrão da offseason foi valor médio com saída rápida. Washington quebra o padrão nos dois eixos, no prazo e no total.

Assumir mais quatro anos de um jogador que vem de queda no arremesso é o tipo de decisão que trava a folha exatamente quando Walker Kessler e o restante do elenco entram nos anos de renovação.

E não sobrou muito com o que comprar

Tem outro detalhe que raramente aparece nas simulações de torcedor. Segundo Stein, o Lakers tem hoje uma única troca de posição de primeira rodada negociável, marcada para 2032. Foi o preço de montar o elenco atual: Kessler custou duas primeiras escolhas sem proteção, em 2031 e 2033, mais trocas de posição em 2028 e 2030.

Sem escolhas, o pacote vira encaixe salarial. Jarred Vanderbilt, Jaden Hardy e Jake LaRavia aparecem nas contas justamente porque somam salário, não porque Dallas os queira. Uma troca que não melhora o outro lado não acontece só porque a matemática fecha.

Dallas também não está com pressa. Washington saiu de uma temporada encurtada por lesão e o Mavericks não sinalizou que ele esteja no mercado. Vender com o valor no chão é o pior momento possível para a franquia do Texas.

Por que o nome não morre

A ideia não nasceu do nada. Em 3 de agosto, Marc Jacobs, do Lakers Film, publicou que o front office tinha tido conversas avançadas com o Mavericks por Washington, e que o interesse poderia até substituir a investida em Jonathan Kuminga. Dois dias depois, dois dos repórteres mais bem informados da liga disseram que não há diálogo.

As duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo. Sondagem exploratória não é negociação, e o que um time pergunta ao telefone raramente vira o que um time propõe por escrito. A diferença entre as duas versões cabe numa palavra: “avançadas”.

Rob Pelinka tem até o embarque para a Eslovênia para decidir com quem quer viajar. Até lá, o nome de Washington vai continuar circulando, porque a posição 4 segue aberta e porque a memória de Dallas ainda vende. O que Fischer e Stein fizeram foi separar o que o Lakers precisa do que o Lakers está fazendo. Nem sempre é a mesma coisa.