Depois da derrota por 136 a 129 para o Blazers, o vestiário do Lakers apontou a mesma culpada: a defesa. Walker Kessler disse que fazer 130 e levar quase 140 “não é aceitável”, JJ Redick cobrou disciplina, e Ziaire Williams rebateu a técnica por flop: “Se eu estivesse cavando, estaria no chão”.

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Resumo rápido
41 a 30
Os lances livres do Blazers contra os do Lakers, o número que Reaves e Ziaire mais repetiram.
18 de 36
O Blazers nas bolas de três, com sete delas no último quarto.
6 erros
As bolas perdidas do Lakers só no terceiro quarto, o trecho que Redick separou do resto.
Menos de 24h
O intervalo até o jogo contra o Clippers, hoje, às 23h30, no Intuit Dome.

Redick: “Fomos desmontados”

O técnico abriu a entrevista sem rodeio. “A gente foi desmontado muitas vezes”, disse Redick. Para ele, a disciplina com o plano de jogo e com a leitura de cada adversário, o que o vestiário chama de KYP, sigla em inglês para “conheça o seu adversário”, “não esteve onde precisa estar”.

Redick dividiu a conta com o Blazers, que teve “uma noite incrível de arremessos”, e lembrou que jogadores que não costumam decidir de longe acertaram quase tudo: Toumani Camara fez 4 de 5 nas bolas de três, e Donovan Clingan, 2 de 2. Também defendeu Collin Sexton, que errou as cinco bolas de três que tentou: “Confio no Collin arremessando de três depois de receber. É um arremessador de 40%”. E fechou com a frase que resume a noite.

“A gente tem que poder confiar na defesa toda noite. Se fazemos 129 pontos em casa, temos que conseguir parar o adversário o suficiente para vencer.”

JJ Redick, técnico do Lakers, na entrevista após a derrota

Kessler assume a culpa

A fala mais dura veio de Walker Kessler, que teve 13 pontos e 8 rebotes, mas viu os armadores do Blazers chegarem ao garrafão com facilidade. O pivô lembrou que combinou com a comissão técnica ser o “linebacker” da defesa, e tomou para si o resultado. “Eu me orgulho de ser o líder da defesa, e não rendi hoje”, disse.

Kessler disse que o time precisa reconhecer melhor o lado forte de cada adversário, brigar mais nos bloqueios e que ele próprio tem de subir mais na marcação do pick and roll. Depois veio o recado ao próprio time: “A gente tem dependido muito do ataque. Temos um ataque muito bom, mas não é só isso que vai nos levar a um título”.

Ziaire e Mamukelashvili reclamam do apito

Ziaire Williams, que levou a terceira técnica por flop da noite a 3min36 do fim, não aceitou a marcação. “Se um cara me empurra, meu corpo naturalmente vai para trás. Não acho que cavei. Se estivesse cavando, eu estaria no chão”, disse. Contou também que nenhum árbitro explicou o critério durante o jogo. Redick foi na mesma linha e disse que a liga está atrás de “coisas teatrais”, mas que o corpo de Ziaire “se mexe naturalmente de um certo jeito”.

Sandro Mamukelashvili, o melhor do banco com 17 pontos, foi mais longe. “Acho que poderíamos ter recebido algumas faltas que não recebemos, e eles receberam algumas a mais. Os árbitros também erram às vezes, e tudo bem”, afirmou. Austin Reaves, com 26 pontos, preferiu olhar para dentro: “Não dá para dar 41 lances livres. Eu cometi erros feios na defesa. Dá para dar a volta na sala, foi todo mundo”.

A cobrança que veio da televisão

Na transmissão local do Lakers, o comentarista Robert Horry criticou Redick por não ter colocado Luka Doncic de volta quando o Blazers começou a correr no placar, no início do último quarto. Horry também pediu mais bolas para Kessler perto da cesta, para tirar o peso do craque.

Do outro lado, o técnico Micah Nori confessou o medo do fim de jogo. “Eu só pensava: tomara que o Luka não arremesse mais uma, porque parecia que ia entrar”, disse, depois dos 41 pontos do esloveno. Até o fim da transmissão pós-jogo, Luka ainda fazia tratamento e não tinha falado com a imprensa.

O Lakers tem menos de 24 horas para responder. O time enfrenta o Clippers hoje, às 23h30, no Intuit Dome, contra um adversário que não joga desde domingo. “Prefiro jogar logo depois de uma noite ruim”, disse Kessler. A defesa terá a chance de mostrar se o recado do vestiário foi entendido.