Sandro Mamukelashvili tem Mamba Mentality tatuado no corpo desde a faculdade, uma homenagem a Kobe Bryant. Ele contou que, quando era menino, quase nenhum jogo da NBA passava na TV da Geórgia, e os que passavam eram do Lakers. Agora é ele quem veste a camisa, com um papel novo no garrafão.
A tatuagem
A história apareceu em duas etapas. Na apresentação, em julho, Mamukelashvili contou ao Lakers Nation que tinha Mamba Mentality tatuado, e explicou de onde vinha a admiração. “Eu adoro a mentalidade dele”, disse. “Quando eu era mais novo, vivia falando Mamu Mentality. É um pouco distante uma coisa da outra, mas a gente está chegando mais perto.” Segundo o California Post, a tatuagem foi feita ainda na faculdade, em Seton Hall.
Mamba era o apelido que Kobe deu a si mesmo, e Mamba Mentality virou o nome da filosofia dele: trabalho obsessivo, nenhuma desculpa, nenhuma alternativa ao objetivo. Mamu é o apelido de Sandro desde sempre. A versão própria da frase era a forma de um garoto da Geórgia se aproximar do ídolo.
Para quem cresceu nos anos 2000 longe dos Estados Unidos, o Lakers era quase sinônimo de NBA. Kobe passou as 20 temporadas da carreira no time, ganhou cinco títulos e foi o rosto da liga em boa parte do mundo, inclusive no Brasil. Não é coincidência que tanta gente da geração de Mamukelashvili tenha chegado ao basquete por ele.
O Lakers na TV da Geórgia
No Media Day, em 28 de setembro, ele voltou ao assunto e contou como a ligação começou. Na Geórgia dos anos 2000, acompanhar a NBA não era simples.
“Mesmo na Geórgia, onde eu quase nunca achava um jogo da NBA na TV, os únicos que passavam eram os do Lakers. Então eu cresci torcendo, cresci fã do Kobe, e acho que foi isso que me levou a fazer essa tatuagem.”
Sandro Mamukelashvili, no Media Day do Lakers
Ele falou de Kobe como jogador e como referência. Disse que lia as entrevistas, assistia aos vídeos e tentava absorver a ideia de que não existe plano B: só existe o plano A, executado até não sobrar mais nada a fazer. E completou com uma frase que qualquer torcedor gostaria de ouvir de um reforço: para ele, o Lakers é a maior organização do basquete no mundo.
Do fã ao jogador
O caminho até Los Angeles foi longo. Depois de Seton Hall, Mamukelashvili rodou a NBA sem papel fixo e passou a maior parte de três temporadas no San Antonio Spurs, onde chegou a fazer 34 pontos em 19 minutos, em março de 2025, marca que entrou para a história da liga. A virada veio no Toronto Raptors, em 2025-26: 11,2 pontos e 4,9 rebotes por jogo, com 38,9% de acerto de três, os melhores números da carreira.
Foi o suficiente para o Lakers oferecer quatro anos e US$ 52 milhões. No elenco montado em volta de Doncic, ele chega como o pivô que arremessa de longe e passa bem, capaz de jogar ao lado de Walker Kessler ou de substituí-lo. Ele mesmo já explicou o que muda quando joga de pivô, e disse que não quer ficar confortável com o contrato.
A primeira vez com a camisa
A estreia de Mamukelashvili com o uniforme do time de Kobe pode acontecer nesta segunda-feira, contra o Kings, em Sacramento, no primeiro jogo da pré-temporada. “Adoro ser do Lakers e estou muito animado. Espero vestir esta camisa muitas vezes neste ano”, disse ele no Media Day.
O garoto que só via o Lakers na TV agora está do outro lado da tela. Resta transformar a tatuagem em atitude dentro de quadra, que é, afinal, o que a frase sempre quis dizer.