O Lakers jogou duas vezes sem Walker Kessler e perdeu a briga dos rebotes e dos pontos perto da cesta nas duas, contra o Kings e contra o Warriors. A amostra da pré-temporada é pequena, mas o padrão acendeu um alerta: o time ainda não tem quem segure o garrafão quando o novo pivô estiver fora.
Os números dos dois jogos
Kessler machucou o dedo da mão ao bater na tabela em um treino e ficou fora da estreia e do jogo seguinte. Redick tratou o caso como leve, e o pivô está listado como dia a dia. Sem ele, o Lakers tentou duas soluções diferentes no quinteto.
Contra o Kings, na segunda-feira, Kevon Looney começou o jogo. Fez um bom trabalho, com 9 rebotes e 3 assistências em 18 minutos, mas o time perdeu os rebotes por 46 a 39 e os pontos no garrafão por 52 a 40, mesmo vencendo por 24 pontos. Contra o Warriors, na terça, Redick escalou Mamukelashvili como pivô. Ele foi o cestinha do time, com 15 pontos, mas pegou só 2 rebotes, e o Lakers perdeu de novo nos dois quesitos: 44 a 35 nos rebotes e 48 a 36 no garrafão.
Por que Kessler faz tanta falta
É exatamente o que o Lakers foi buscar no mercado. Em 2024-25, pelo Jazz, Kessler teve média de 12,2 rebotes por jogo, 4,6 deles no ataque, a maior marca da liga naquela temporada, além de 2,4 tocos. Mostramos em setembro que só ele pegava quase metade dos rebotes ofensivos que o Lakers inteiro somava por jogo.
O problema é o que acontece sem ele. Kessler jogou só cinco partidas em 2025-26 por causa de uma lesão no ombro, e mesmo saudável vai precisar descansar durante os jogos. Nesses minutos, o Lakers depende de Looney, que já mostrou o peso da idade contra o Warriors, e de Mamukelashvili, cujo forte é o arremesso e o passe, não o rebote e a proteção do aro. Jarred Vanderbilt é a outra opção, mas é um ala de força, não um pivô de ofício.
O mercado é o caminho
O Lake Show Life, site de torcedores do Lakers, defendeu nesta quarta que Rob Pelinka precisa fazer algumas ligações antes da estreia. O argumento tem lógica: o Lakers tem 16 contratos garantidos para 15 vagas e precisa fazer algum movimento até 21 de outubro. Uma troca de dois jogadores por um pivô resolveria as duas contas de uma vez.
O nome mais citado é o de Jalen Smith, do Bulls, que já apareceu como opção em setembro. O próprio site admite que não seria a solução perfeita, mas lembra que se trata de um pivô reserva, e que perfeição é pedir demais para essa vaga. Por enquanto, não há relato de negociação.
O que observar na quinta
O Lakers recebe o Kings na quinta-feira, às 23h30 de Brasília. Se Kessler voltar, será a primeira chance de ver como o garrafão muda com ele em quadra, e de comparar os rebotes com os da segunda-feira. Se ele ficar fora de novo, o teste dos reservas continua, e a pressão por um reforço só aumenta.