Walker Kessler esta liberado para Lakers x Raptors deste domingo, mas segue com a tala no dedo minimo esquerdo, a mesma que usa desde o training camp. O pivô aparece como disponível no relatório de lesões, e os números com a tala explicam por que ninguém no Lakers pensa em poupá-lo.
De onde vem a tala
A lesão é antiga. Nos primeiros dias de treino, Kessler tentou bloquear um arremesso e bateu o dedo mínimo da mão esquerda na tabela. Ficou fora dos três primeiros jogos de pré-temporada e só estreou pelo Lakers em 14 de outubro, justamente contra o Warriors. Desde então, joga com o dedo imobilizado, e o relatório do time repete a mesma linha a cada partida: disponível, com a tala.
Não há sinal de piora. O que existe é a rotina de um jogador que decidiu conviver com o incômodo em vez de esperar a recuperação completa, em um elenco que tem pouca opção de garrafão. Kevon Looney não jogou em Golden State, Lawson Lovering acabou de chegar com contrato de duas vias e Sandro Mamukelashvili rende melhor aberto no perímetro.
Os números com a proteção
A estreia da temporada regular já mostrou que a tala não atrapalha o essencial. Contra o Warriors, em Los Angeles, Kessler acertou os 12 arremessos que tentou e fez 26 pontos. Dois dias depois, contra o Clippers, foram 22 pontos, 8 rebotes e 6 tocos. Em seis jogos, a média é de 14 pontos, 9 rebotes e 2,8 tocos, com 72,5% de acerto.
Na virada sofrida em San Francisco, ele foi um dos poucos que saíram de quadra com saldo positivo. Terminou com 10 pontos, 13 rebotes e 5 tocos em 31 minutos, e o Lakers venceu por três pontos o tempo em que ele esteve em quadra. O jogo escapou quando o banco entrou, e não quando o pivô titular estava lá.
O ponto fraco aparece na linha de lance livre. São 10 acertos em 21 tentativas, 47,6%. Kessler nunca foi um bom cobrador, mas a mão esquerda presa não ajuda no equilíbrio do arremesso. Contra um adversário que pode levá-lo à linha no fim do jogo, é o número que vale observar.
O que muda contra Poeltl e o Raptors
O duelo da noite é com Jakob Poeltl, pivô que fez 12 pontos e 11 rebotes contra o Magic e que vive de posicionamento, não de explosão. É um jogo mais físico do que o enfrentado contra o Warriors, que joga aberto e tira o pivô do garrafão. Para Kessler, significa mais contato embaixo da cesta e mais disputas de rebote com a mão protegida.
O outro problema se chama Scottie Barnes. Sem Kawhi Leonard, o ala do Raptors chegou de 41 pontos, quase todos atacando o aro. Kessler é a última linha da defesa do Lakers, e a noite dele será medida pelos tocos e pelas faltas que conseguir evitar. Com quatro faltas, ele já saiu limitado contra o Blazers, e o time sentiu.
A relação com Luka Doncic também passa por aí. Depois da noite em Utah, o armador mandou um recado público ao pivô, e a parceria do pick and roll tem sido a jogada mais confiável do ataque. Com Doncic cobrando o time inteiro depois de Golden State, Kessler é um dos poucos que chegam a este domingo com crédito.
Onde acompanhar
Lakers x Raptors começa às 23h de Brasília. A prévia completa traz desfalques e prováveis escalações, e o placar lance a lance fica na nossa página ao vivo, atualizada durante o jogo.