Walker Kessler faz na quarta o primeiro jogo oficial pelo Lakers, contra o Warriors, e chega com uma missão que a ESPN resumiu em uma frase: ele é um dos jogadores mais importantes da NBA nesta temporada. O pivô de 2,16 m foi contratado para corrigir o ponto fraco do time, a defesa, e vai estrear justamente contra um adversário que deve jogar sem pivô para tirá-lo de perto da cesta.

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Resumo rápido
54,6%
O aproveitamento dos adversários perto da cesta quando Kessler é o defensor mais próximo, terceira melhor marca entre quem defendeu 500 arremessos.
20º
A posição do Lakers em eficiência defensiva na temporada passada.
12,2
Os rebotes por jogo de Kessler em 2024-25, pelo Jazz, com a maior média de rebotes ofensivos da NBA.
347 dias
O tempo que ele ficou sem jogar antes da estreia na pré-temporada, depois de operar o ombro.

Por que a ESPN aposta nele

Em setembro, Zach Kram, da ESPN, escolheu um número para cada time da NBA. O do Lakers foi o de Kessler: na carreira, os adversários acertam só 54,6% dos arremessos na área perto da cesta quando ele é o defensor mais próximo. Entre os jogadores que defenderam pelo menos 500 arremessos, só Chet Holmgren e Victor Wembanyama fazem melhor.

Na prévia da temporada, publicada na segunda, a ESPN repetiu a aposta e chamou Kessler de um dos fatores decisivos da NBA em 2026-27. A emissora lembra que o Lakers terminou a temporada passada em 20º em eficiência defensiva, e que a contratação existe para mudar isso. O próprio Kessler não fez promessa pequena no training camp: “Acho que vamos ser um time defensivo pesado, estou sendo honesto”.

Rebotes por jogo de Kessler no Jazz
Walker Kessler
Walker Kessler
Pivô, 2,16 m, 2,4 tocos por jogo na carreira
2022-23
8,4
2023-24
7,5
2024-25
12,2
2025-26
10,8
Fonte: ESPN, temporadas regulares. Em 2025-26, ele jogou só cinco partidas antes de operar o ombro.

O que ele mostrou até aqui

Kessler operou o ombro esquerdo depois de cinco jogos pelo Jazz na temporada passada e ainda machucou o dedo mínimo no começo do training camp, o que o tirou dos três primeiros jogos da pré-temporada. A estreia, contra o Warriors, em Las Vegas, foi depois de 347 dias parado. “Antes do jogo, eu estava bem nervoso, para ser honesto”, admitiu.

Em 16 minutos, ele fez 11 pontos e 9 rebotes, e o Lakers foi 15 pontos melhor que o Warriors com ele em quadra. “Acho que ele encaixa muito bem no nosso time”, disse JJ Redick. “Protegeu o aro, correu a quadra, pegou rebotes difíceis no meio do garrafão.” No último jogo, contra o Nuggets de Nikola Jokic, a noite foi mais difícil: 6 pontos em 31 minutos e saldo de -21.

O que ele precisa mostrar contra Curry

O desafio da quarta é diferente. Steve Kerr deve começar com Draymond Green de pivô e quatro jogadores que arremessam de fora, como mostramos em por que o Warriors pode jogar sem pivô contra Kessler. Com Stephen Curry puxando o pick-and-roll, Kessler vai ser chamado a sair do garrafão, e o Warriors vai tentar explorar o espaço que ele deixa para trás.

Redick já deu a palavra que define o que espera dele. “O desafio é ser incansável”, disse o técnico. “Correr a quadra, mergulhar para a cesta, fazer corta-luz, brigar pelo rebote.” Kessler completou: “Não tirar nenhuma jogada de folga, no ataque e na defesa”.

No ataque, ele também é peça de Luka Doncic, que fez questão da contratação. “Joguei muitas vezes contra o Walker, e sempre foi difícil jogar contra ele. Então eu queria muito ele aqui”, disse o esloveno. A primeira resposta vem na quarta, às 23h, na Crypto Arena, com transmissão da ESPN e do Disney+. A disputa direta com o Warriors de Las Vegas está em o que o Lakers precisa mudar do jogo de Las Vegas.