Com Walker Kessler em quadra, o Lakers ganhou por 15 pontos do Warriors em Las Vegas. Sem ele, perdeu por 27. A conta foi feita pela ESPN e mostra o peso de um pivô que jogou só um tempo, e o rebote virou a primeira cobrança depois da estreia.
O jogo dos dois tempos
A estreia de Kessler pelo Lakers durou 16 minutos, todos no primeiro tempo. Ele fez 11 pontos, acertou 4 de 6 arremessos, pegou 9 rebotes e deu um toco. Com ele em quadra, o Lakers abriu 20 pontos de vantagem. Depois do intervalo, Kessler ficou no banco, e o Warriors virou para 101 a 89.
A diferença aparece inteira no saldo, levantado por Dave McMenamin, da ESPN: o time foi 15 pontos melhor com o pivô e 27 pior sem ele. Em um jogo de pré-temporada, com o elenco desfalcado e sem Doncic, o número exagera o efeito. Mas aponta o problema certo.
O rebote que sumiu no segundo tempo
O próprio Redick apontou onde o jogo mudou. No primeiro tempo, o Warriors pegou só 2 rebotes de ataque. No segundo, sem Kessler, pegou 13. “Temos de fazer um trabalho melhor no rebote, com ele em quadra ou não”, disse o técnico, que tratou o tema como preocupação dos quatro jogos, e não só daquela noite.
Os números da pré-temporada confirmam. O Lakers perdeu a briga dos rebotes nos três jogos sem Kessler, por 46 a 39, 44 a 35 e 46 a 39, e só ganhou no jogo com ele, por 45 a 40. No garrafão, a defesa sofreu 52, 48 e 62 pontos nos três primeiros jogos e 34 em Las Vegas.
O que Redick pede a Kessler
O técnico resumiu o papel do pivô em uma palavra: implacável. Segundo McMenamin, Redick quer de Kessler esforço nos dois lados da quadra em todos os minutos, correndo, mergulhando para a cesta depois do bloqueio, fazendo corta-luz e brigando pelo rebote. Kessler, que chegou do Jazz com contrato de quatro anos, abraçou a ideia.
A parceria com Austin Reaves também deu sinal logo na primeira noite. Os dois já tinham jogado juntos pela seleção americana na Copa do Mundo de 2023. “Ele foi muito bem nos minutos que teve. Vai melhorar a cada jogo”, disse Reaves, que fez 28 pontos. “Ele criou umas quatro ou cinco boas chances de três para a gente só por mergulhar forte para a cesta.” Kessler devolveu o elogio: “O Austin é muito bom em tomar a decisão certa no pick-and-roll.”
O problema de quem fica no banco
O lado preocupante do saldo é o que acontece quando Kessler descansa. Atrás dele, o único pivô de ofício do elenco é Kevon Looney, que jogou só 21 partidas na temporada passada. Sandro Mamukelashvili pode fazer a função em parte do tempo, mas é ala-pivô de origem e foi um dos melhores arremessadores de três do time na pré-temporada.
É por isso que a troca discutida com o Bucks envolve justamente um pivô, Jericho Sims. E é por isso que os minutos de Kessler viraram assunto: ele jogou pouco na temporada passada por lesão e ficou fora de três jogos da pré-temporada com um problema no dedo. Um titular que muda tanto o jogo precisa estar em quadra para o efeito valer.
O que observar contra o Nuggets
O último jogo da pré-temporada, nesta sexta, às 23h30, deve ser o primeiro com Doncic, Reaves e Kessler juntos. Do outro lado estará Nikola Jokic, o pivô do Nuggets, num teste direto para o garrafão. Se Kessler segurar o garrafão por mais de 16 minutos e o Lakers não desabar quando ele sentar, o recado de Las Vegas terá sido o do primeiro tempo, e não o do segundo.