Walker Kessler esperou quase um ano para voltar a jogar e, na primeira noite com a camisa do Lakers, admitiu que estava nervoso antes de entrar em quadra. Durou pouco. Em 16 minutos contra o Warriors, em Las Vegas, o pivô fez 11 pontos e 9 rebotes e mostrou por que o time apostou tão alto nele.
O que Kessler disse depois do jogo
Kessler não escondeu a ansiedade da estreia. Ele ficou fora dos três primeiros jogos da pré-temporada por causa de uma lesão no dedo mínimo da mão esquerda, sofrida no começo do training camp, e só foi liberado por JJ Redick horas antes da partida. Depois do jogo, falou sobre a volta às quadras ao jornal The Sporting Tribune.
“Foi muito divertido estar lá de novo. Na verdade, eu estava bem nervoso antes do jogo.”
Walker Kessler, pivô do Lakers
O nervosismo tem explicação. Na temporada passada, ainda pelo Jazz, Kessler disputou apenas cinco jogos antes de rasgar o lábrum do ombro esquerdo e passar por cirurgia. A noite de terça foi a primeira dele em quadra contra um adversário da NBA desde então, já com o peso do contrato de quatro anos e US$ 130 milhões que assinou com o Lakers.
A presença que o Lakers esperava
Dentro de quadra, o pivô fez exatamente o que se espera dele. Deu bloqueios fortes, brigou pelos rebotes ofensivos, enterrou e protegeu o garrafão. Terminou com 11 pontos, 9 rebotes, 1 toco, 1 roubo de bola e 1 assistência, acertando 4 dos 6 arremessos, e não voltou para o segundo tempo.
O próprio Kessler resumiu o impacto em uma frase: “Acho que eu tenho uma certa presença em quadra”. E elogiou o funcionamento do ataque com ele em quadra: “Nós passamos muito bem a bola no primeiro tempo”. O Lakers foi para o intervalo vencendo por 63 a 50 e chegou a abrir 20 pontos no começo do terceiro quarto.
Redick também gostou do que viu. “Acho que ele se encaixa muito bem no nosso time”, disse o técnico depois da partida.
O linebacker que faltava no garrafão
A estreia confirma o papel que Kessler já tinha descrito nos treinos. Com Luka Doncic e Reaves no comando do ataque, ele foi escalado para ser a âncora da defesa, um “linebacker”, nas palavras dele, que fala o tempo todo e organiza os companheiros. Enquanto esteve fora, o pivô acompanhou do banco e elogiou a defesa do time, citando Matisse Thybulle, Ziaire Williams, Quentin Grimes e Jake LaRavia como grandes defensores na bola.
A falta que ele fez apareceu nos números. Sem Kessler, o Lakers sofreu no garrafão e nos rebotes nos três primeiros jogos, como mostramos no especial sobre o maior problema do time. Em Las Vegas, com ele em quadra no primeiro tempo, o time ganhou os rebotes da partida por 45 a 40.
O que vem agora
A derrota de virada, construída no segundo tempo, quando Kessler já estava no banco, está detalhada na análise do jogo. Para o pivô, o saldo da noite é outro: o dedo resistiu, o corpo respondeu e o tempo de quadra tende a crescer.
O Lakers fecha a pré-temporada na sexta, contra o Nuggets, e estreia na temporada regular em 21 de outubro, de novo contra o Warriors. Até lá, a meta de Kessler é a mesma que ele repetiu desde que voltou a treinar normalmente: jogar o máximo possível e chegar inteiro à estreia.