Steve Kerr deve começar a temporada sem um pivô de ofício no quinteto do Warriors. Contra o Lakers, na quarta, o técnico indicou Stephen Curry, Brandin Podziemski, Gui Santos, o calouro Yaxel Lendeborg e Draymond Green, que faz a função de pivô. É uma escolha que vai direto ao ponto forte do novo Lakers: Walker Kessler, o pivô de 2,16 m que chegou para proteger o aro e brigar pelo rebote.
Por que o Warriors vai jogar baixo
A escolha tem uma parte de opção e uma parte de necessidade. Kristaps Porzingis, o pivô contratado para a temporada, está fora por tempo indeterminado por um problema de saúde que o time não detalhou, e não viaja para Los Angeles. Charles Bassey, outro pivô do elenco, é dúvida por causa do joelho. E Al Horford, aos 40 anos, deve jogar cerca de 20 minutos por noite.
“O Al poderia estar lá, mas, considerando onde ele está em minutos por jogo, é muito mais fácil trazê-lo do banco”, explicou Kerr. “Também gosto da ideia de ter o Draymond ou o Al em quadra o maior tempo possível para comandar a nossa defesa. Então, sim, estou inclinado a isso.” O brasileiro Gui Santos aparece no quinteto, como mostramos em o brasileiro que o Lakers vai enfrentar na estreia.
O que os dois jogos da pré-temporada mostraram
O Warriors já testou as duas versões contra o Lakers. Em 6 de outubro, em San Francisco, começou com Draymond de pivô e venceu por 124 a 98, com 48 pontos no garrafão contra 36. Mas o Lakers estava sem Luka Doncic, Austin Reaves e Kessler. Uma semana depois, em Las Vegas, Kerr usou Bassey como titular, e o jogo mudou de figura enquanto Kessler esteve em quadra.
O pivô do Lakers jogou só o primeiro tempo, em sua estreia depois de quase um ano parado. Fez 11 pontos e 9 rebotes em 16 minutos, e o time foi 15 pontos melhor que o Warriors com ele. O Lakers chegou a abrir 20 pontos e venceu o garrafão por 46 a 34. No segundo tempo, sem Kessler, cedeu 13 rebotes ofensivos e perdeu por 101 a 89. “Eles tinham dois rebotes ofensivos no intervalo. Tiveram 13 no segundo tempo”, lembrou JJ Redick depois. “Precisamos rebotear melhor, com ou sem ele em quadra.”
A vantagem e o risco para o Lakers
No papel, um time baixo deveria sofrer contra Kessler. Em 2024-25, pelo Jazz, ele pegou 12,2 rebotes por jogo, com 4,6 no ataque, a maior média da NBA, e deu 2,4 tocos. Na carreira, segundo a ESPN, os adversários acertam só 54,6% dos arremessos perto da cesta quando ele é o defensor mais próximo, a terceira melhor marca entre quem defendeu pelo menos 500 arremessos.
O risco é o outro lado. Com cinco jogadores que arremessam e se movimentam, o Warriors tenta tirar o pivô adversário de perto do aro e puxá-lo para a linha de três. Kessler terá de sair para marcar e voltar a tempo, e é aí que entra o desafio que Redick deu a ele na pré-temporada. “A palavra que tenho usado com ele, o desafio, é ser incansável”, disse o técnico. “Correr a quadra, mergulhar para a cesta, fazer corta-luz, brigar pelo rebote.” Mostramos mais sobre o pivô em o que muda no Lakers quando Kessler sai de quadra.
Quem segura o garrafão quando Kessler descansa
O ponto sensível do Lakers é o banco. Atrás de Kessler estão Kevon Looney e Sandro Mamukelashvili, e o time tentou até o fim trazer outro pivô, sem sucesso, como contamos em a troca que o Lakers tentou antes de cortar Knecht. A estreia é na quarta, às 23h, na Crypto Arena, com transmissão da ESPN e do Disney+.