O Warriors que abre a temporada contra o Lakers, em 21 de outubro, chega sem Jimmy Butler, com Stephen Curry aos 38 anos e depois de uma offseason em que praticamente só renovou quem já tinha. É o adversário mais reconhecível do calendário e não é mais o mais temido.
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O que o Warriors fez na offseason
Quase nada, e isso é escolha. O quadro oficial de movimentações do NBA.com mostra uma offseason inteira de renovação: Draymond Green por um ano, Al Horford por dois, Kristaps Porzingis por dois, De’Anthony Melton por dois, Gary Payton II e Charles Bassey por um. Todos já estavam lá.
De fora vieram dois nomes, os dois de contrato curto: o ala Georges Niang e o armador Brandon Williams. Saiu Quinten Post, para o Grizzlies. É o oposto do que aconteceu em Los Angeles, onde oito jogadores chegaram e o elenco foi refeito da cintura para cima.
O time chega sem Jimmy Butler
Butler rompeu o ligamento cruzado do joelho direito em fevereiro e não estará em quadra em 21 de outubro. O Warriors abre o próprio training camp em 29 de setembro, no Havaí, e a expectativa é que ele fique restrito a trabalho individual e de força enquanto o resto do elenco treina em contato.
A recuperação vem sem sustos, e quem acompanha o time fala em janeiro ou fevereiro como janela realista de retorno. Circula até a partida de 25 de dezembro como alvo otimista, mas é do tipo que ninguém assina embaixo. Para a estreia, o que vale é a conta simples: o segundo melhor jogador deles não joga.
Curry entra na temporada com 38 anos
Sem Butler, o ataque do Warriors volta a depender do que dependeu por uma década. Curry entra na temporada aos 38 anos e ficou elegível a estender o contrato no fim de agosto. Draymond Green renovou por mais um ano. Horford, o pivô que substituiu Kevon Looney, tem 40.
Não é um elenco ruim, é um elenco velho e conhecido. Porzingis dá tamanho e arremesso quando está inteiro, Payton II segue sendo marcador de perímetro de confiança e Niang abre a quadra. O que não existe ali é criação nova para dividir a carga com Curry nos primeiros três meses.
Looney reencontra o time onde passou dez temporadas
Tem uma história pessoal escondida na abertura. Kevon Looney passou dez temporadas em Golden State, ganhou títulos ali e foi substituído por Horford no garrafão. Agora ele veste a camisa do Lakers e o primeiro jogo oficial dele pelo time novo é justamente contra os antigos companheiros.
Não é despedida triste nem revanche. Looney chegou a Los Angeles dizendo que se surpreendeu com Luka Doncic antes mesmo de estrear, e é o tipo de jogador que a comissão técnica usa para segurar garrafão em minutos difíceis. Contra quem ele conhece de cor, isso pesa mais do que parece.
Por que o jogo caiu no segundo dia
A abertura oficial da temporada é em 20 de outubro, com três jogos, e o Lakers não está em nenhum deles. A noite de estreia pertence a Celtics e Pistons, ao Thunder contra o Spurs em revanche da final do Oeste, e a LeBron James estreando pelo 76ers contra o Knicks campeão, no jogo em que Nova York levanta a bandeira do título.
Ficar de fora dessa noite não é rebaixamento. Lakers e Warriors ficaram com a partida seguinte, sozinhos no horário mais tarde, o que na prática dá ao jogo uma vitrine que ele dividiria se tivesse caído no dia 20. É a diferença entre ser o terceiro de três e ser o único.
Há também o detalhe que ninguém no vestiário vai comentar em público: o Warriors passou julho tentando levar LeBron e se declarou azarão na corrida antes de ele fechar com Filadélfia. Os dois times que abrem a noite de 21 de outubro entram na temporada definidos, cada um do seu jeito, pelo jogador que nenhum dos dois tem.