O Warriors não é mais favorito na corrida por LeBron James e já se enxerga como azarão. Segundo Marc J. Spears, da Andscape, o próprio ambiente do time acredita que o jogador assina com uma equipe do Leste. Cavaliers, 76ers e Heat assumiram a frente, como contamos quando LeBron avisou o Lakers.
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- Marc J. Spears afirmou no “NBA Today” que o Warriors se sente azarão por LeBron.
- Cavaliers, 76ers e Heat lideram a disputa pelo jogador de 41 anos.
- LeBron informou o Lakers que jogaria a 24ª temporada em outro time.
- Rich Paul conversou com 27 franquias antes de encerrar as apresentações.
- O Warriors não disputa uma final de conferência desde o título de 2022.
O recado que saiu no “NBA Today”
A virada de tom não veio de um dirigente nem de uma coletiva. Veio de bastidor. Marc J. Spears, da Andscape, levou ao “NBA Today”, da ESPN, o que ouviu de dentro do Warriors, e o recado foi de rendição antecipada.
“Estou ouvindo hoje que o Warriors, internamente, se sente um azarão neste momento, e que LeBron James provavelmente vai para o Leste”, disse Spears.
Um mês atrás, o cenário era o oposto. O Warriors aparecia como a franquia mais motivada da fila, a que tinha o discurso pronto e as pessoas certas para entregá-lo. Em julho, sumiu da lista dos favoritos sem que nada de concreto acontecesse. É o tipo de queda que não se explica por um lance, e sim por comparação.
A conta que o Warriors não fecha
O quinto anel é a moeda dessa negociação, e o Warriors não tem como oferecê-la com a mesma cara de pau dos rivais. O 76ers monta o elenco mais completo do Leste. O Heat tem Giannis Antetokounmpo e o esqueleto de um postulante real. O Cavaliers vem de uma final de conferência, o que dispensa qualquer projeção otimista.
Do outro lado, o Warriors não vai para uma final de conferência há quatro anos. A última vez coincide com o último troféu, em 2022, e desde então a franquia vive uma erosão lenta, daquelas que não têm um momento de colapso para apontar no calendário. Para um jogador de 41 anos escolhendo a 24ª temporada, tempo de reconstrução é o único recurso que não existe.
A amizade não virou contrato
O trunfo do Warriors nunca foi a folha salarial: é a agenda telefônica. LeBron é amigo de Stephen Curry e de Draymond Green, e os dois trabalharam. Curry falou publicamente sobre a chance de receber o jogador na Bay Area. Green passou uma tarde de golfe com ele e praticamente admitiu que fez o discurso de recrutamento no meio do percurso.
O problema é que esse tipo de argumento funciona como desempate, não como fundamento. Quando o outro lado da mesa tem Giannis, um elenco pronto e uma final de conferência recente, a conversa entre amigos vira o que sempre foi: uma conversa entre amigos.
O tempo já está correndo
A fase de convencimento acabou. Rich Paul, agente do jogador, disse ter conversado com 27 times, e as apresentações foram todas entregues ao grupo de LeBron. Shams Charania, da ESPN, resumiu o momento: os decks estão na mesa, os áudios foram ouvidos, os elencos estão desenhados. Falta a decisão.
E ela pode ter palco marcado. LeBron apresenta um podcast ao vivo no Fanatics Fest, nesta quinta e nesta sexta, com Tyrese Haliburton de co-apresentador. Não é o formato de 2010, mas é um microfone aberto no meio da semana mais tensa da free agency, e ninguém no mercado está tratando isso como coincidência.
O que o Lakers enxerga daqui
Para o Lakers, a corrida virou espetáculo alheio. O jogador comunicou à franquia que jogaria em outro lugar depois de oito temporadas, encerrando o ciclo com médias de 20,9 pontos, 7,2 assistências e 6,1 rebotes, acertando 51,5% dos arremessos de quadra. O time em Los Angeles agora se organiza em torno de Doncic, e o destino de LeBron mudou de categoria: era planejamento, virou notícia.
Resta a ironia geográfica. O Warriors passou o mês montando o argumento mais caloroso da fila e descobriu que calor não ganha jogo em maio. LeBron parece ter feito a conta mais fria da carreira, e ela aponta para o outro lado do mapa.