O Lakers chega invicto a uma semana que vai mostrar quanto vale o time de JJ Redick. Em quatro dias, recebe o Blazers, visita o Clippers na noite seguinte e depois enfrenta o Warriors em San Francisco. Os três jogos trazem um rival em grande fase e duas revanches de quem já perdeu para o Lakers.
O Blazers que chega embalado
O primeiro adversário é o mais perigoso do momento. O Blazers também está invicto, com 2-0, e venceu o Suns por 124 a 83 na estreia, uma diferença de 41 pontos. Depois, bateu o Kings fora de casa por 128 a 120. O time tem Damian Lillard de volta, Ja Morant, Jrue Holiday, Deni Avdija e o pivô Donovan Clingan.
Avdija é o cestinha, com 22 pontos por jogo, e Lillard fez 25 na estreia, com 6 bolas de três. Clingan, com 2,18 metros, vai testar o garrafão do Lakers, o ponto fraco que apareceu em Utah. O jogo é na madrugada de terça para quarta, à 0h, com transmissão do Prime Video.
O primeiro back-to-back
Menos de 24 horas depois, o Lakers entra em quadra de novo, desta vez no Intuit Dome, a casa do Clippers. É o primeiro back-to-back da temporada e o segundo clássico de Los Angeles em uma semana. Na sexta passada, o Lakers venceu por 125 a 117, com Austin Reaves levando a melhor sobre Rui Hachimura.
O Clippers chega com 1-2, depois de perder também para o Thunder, por 108 a 101. Em casa e com a derrota recente para o rival, deve entrar mais intenso. Para o Lakers, a questão é física: Luka Doncic jogou 38 minutos em Utah, e Reaves 36. Redick vai precisar dividir melhor os minutos, e é aí que Collin Sexton, que já jogou 20 minutos no domingo, ganha importância.
A revanche do Warriors
A semana fecha na sexta, às 23h, em San Francisco, de novo com Prime Video. O Warriors perdeu os três primeiros jogos, começando pela estreia contra o Lakers, que terminou 127 a 105. Depois, perdeu para o Grizzlies e para o Suns. Em casa e pressionado, o time de Stephen Curry deve ser um adversário bem diferente do que apareceu na Crypto Arena.
O duelo também tem um ingrediente pessoal. Na estreia, o calouro Yaxel Lendeborg provocou Doncic e disse ter perdido o respeito pelo esloveno. Foi a primeira de duas provocações em quatro jogos. A segunda veio no domingo, de um ex-companheiro, e a resposta foram 52 pontos.
Há também a questão de Walker Kessler. Depois de dois jogos dominantes, o pivô teve em Utah a noite mais discreta desde que chegou, com 2 pontos e 7 rebotes, e ouviu de Doncic um recado de apoio. Contra Clingan e os garrafões de Clippers e Warriors, o Lakers precisa do Kessler das duas primeiras partidas. A rotação de pivôs, com Kevon Looney e Sandro Mamukelashvili, também deve ser testada no back-to-back.
O que está em jogo
O Lakers está 3-0 e divide a liderança do Oeste com Timberwolves, Thunder, Grizzlies e Rockets. Uma semana com três vitórias colocaria o time em 6-0 e sustentaria a ideia de que o elenco remontado no verão já está pronto para brigar no topo. Uma derrota no back-to-back seria natural, mas o calendário é justamente o tipo de teste que Redick chama de ponto de referência.
Os números ajudam a entender a confiança. O Lakers marca 128 pontos por jogo, Doncic tem 34,3 de média e Reaves, 26,7. O alerta segue no rebote e no garrafão, e é por ali que Blazers, Clippers e Warriors devem atacar. A primeira resposta vem na madrugada de quarta, contra o Blazers.
E a sequência não para por aí. No domingo, o Lakers volta à Crypto Arena para receber o Raptors, às 23h, fechando uma semana com quatro jogos em seis dias. Quem chegar inteiro a esse quarto jogo terá passado pelo primeiro teste de resistência da temporada.