A novela da offseason entre LeBron James e o Lakers voltou, agora com peso real: ele é agente livre. Rich Paul, seu agente, diz que há cerca de dez times interessados. Mas, antes do pânico, vale lembrar que a dupla sempre achou um jeito de seguir junta.

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O que Rich Paul disse, e por que filtrar

Num episódio recente do Pat McAfee Show, Rich Paul falou sobre o interesse que times de toda a liga demonstraram às vésperas da free agency. O recado foi o esperado de um agente: o telefone não para de tocar.

Aqui entra o filtro necessário. Sempre é prudente pegar a fala de um agente com desconfiança. O próprio McAfee reconheceu que é do interesse de Paul jogar um número alto de pretendentes para a mesa, porque isso faz o cliente parecer ainda mais cobiçado. Sejam dez, doze ou apenas alguns times de fato no páreo, o ponto que sobra é simples: LeBron é um jogador desejado.

Um mercado fraco joga a favor de LeBron

O contexto ajuda a entender a fila. O mercado de agentes livres sem restrições neste verão é muito fraco. E James vem de uma temporada com 20,9 pontos, 6,1 rebotes e 7,2 assistências de média, uma produção que pouquíssimos jogadores na NBA entregam com consistência.

Quando a oferta de talento de elite é escassa, qualquer nome capaz de manter esse patamar vira disputa. Por isso, mesmo aos 40 e às vésperas de mais uma temporada, LeBron desponta como uma das melhores opções disponíveis. A lei da oferta e da procura trabalha a seu favor.

O Warriors de novo na história

Ainda não se sabe quais times estão oficialmente perguntando sobre James, mas o Warriors voltou a ser ligados a ele, um enredo que reaparece de tempos em tempos. É provável que outros nomes pipoquem nas próximas semanas.

Convém, porém, encarar tudo isso pelo que é: tática de negociação. O verão da NBA é feito desse tipo de ruído, em que interesses são inflados e vazamentos servem a propósitos específicos. Ouvir que vários times estão ligando não significa, por si só, que LeBron já tem um pé fora de Los Angeles.

Por que o Lakers ainda leva vantagem

Los Angeles deixou claro que quer James de volta. A diferença desta vez é que, quando a free agency abrir, LeBron deixará de ser oficialmente um Laker, e o retorno vai exigir ação das duas partes. Não é mais automático.

Há ainda uma mudança de hierarquia interna. James não é mais a primeira prioridade da franquia, que agora desenha o elenco ao redor de Doncic. Isso torna as contas mais delicadas, porque cada decisão de folha salarial precisa caber no novo eixo do time.

Mesmo assim, o histórico pesa. LeBron e o Lakers sempre encontraram a forma de permanecer juntos, e essa parceria já dura mais do que qualquer outra que o astro teve em uma única passagem por uma franquia. Talvez desta vez ele saia de verdade. Mas, entre o barulho de agente e a realidade da mesa de negociação, há uma distância grande, e a torcida pode guardar o botão de pânico por enquanto.