LeBron James deve renovar com o Lakers ou até pode voltar ao Cleveland Cavaliers, mas o Golden State Warriors apareceu como um novo candidato: o time pode oferecer cerca de US$ 15,1 milhões via exceção do nível médio, sem precisar trocar ninguém. Ainda assim, só o Lakers consegue pagar perto do salário máximo ao astro de 41 anos.

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Resumo rápido
  • Warriors poderiam oferecer US$ 15,1 milhões a LeBron pela exceção do meio nível, sem trocas.
  • Golden State venceu apenas 37 jogos em 2025-26 e ficou fora do play-in.
  • O Lakers projeta cerca de US$ 50 milhões em espaço salarial neste verão.
  • A franquia pagou US$ 52,6 milhões a LeBron na temporada 2025-26.
  • Austin Reaves pode pedir até US$ 40 milhões por ano no mercado.

A jogada que o Warriors estuda nos bastidores

A especulação ganhou corpo a partir de um relato de Tim Kawakami, do San Francisco Standard. Segundo o jornalista, o Golden State teria um caminho para contratar LeBron sem desmontar o elenco. “Se manobrarem o elenco e a folha salarial apenas o suficiente, o Warriors poderia oferecer a LeBron a exceção de nível médio de não pagadores de imposto, de US$ 15,1 milhões”, escreveu Kawakami. O detalhe que pesa é a forma: seria uma adição direta, sem trocar peças nem despejar salários pesados no processo.

No campo das relações, a ideia até se sustenta. LeBron é amigo declarado de Stephen Curry e Draymond Green, e a carreira dele é uma sequência de movimentos calculados para se cercar de outras estrelas. Juntar o veterano ao lado de Curry, ainda atuando em nível de MVP, reabriria a janela de título de Golden State por pelo menos mais uma temporada. Para um elenco que terminou o ano em frustração, a tentação existe.

Por que o número não fecha do lado de São Francisco

O obstáculo é o tamanho do cheque. US$ 15,1 milhões é uma fração do que LeBron embolsou no último ano, e seria preciso muita boa vontade do astro para aceitar um corte salarial dessa proporção apenas por afinidade. O próprio Kawakami tratou de baixar a temperatura da história. “Não acho que LeBron terminar no Warriors seja o cenário mais provável. Acho que está tudo armado para ele voltar ao Lakers, a única opção capaz de pagar muito mais do que US$ 15,1 milhões. Além disso, LeBron pode se aposentar”, ponderou o jornalista.

O contexto esportivo de Golden State também não ajuda no discurso de “janela aberta”. Na metade da última temporada, o time trocou pelo astro Jimmy Butler, seis vezes convocado para o All-Star, e terminou o ano em ritmo forte. A expectativa para 2025-26 era alta. O resultado, porém, foi decepcionante: apenas 37 vitórias e nenhuma vaga sequer no play-in. Vender a ideia de retomada imediata, com esse pano de fundo, exige mais do que amizade no vestiário.

A vantagem financeira que mantém o Lakers na frente

É no dinheiro que a franquia de Los Angeles abre distância. O Lakers projeta ter algo em torno de US$ 50 milhões em espaço salarial neste verão, munição que nenhuma outra interessada consegue igualar. Para efeito de comparação, o time pagou US$ 52,6 milhões a LeBron na temporada que passou. Na teoria, a diretoria poderia oferecer ao camisa 23 um valor próximo do salário máximo, algo que faria os US$ 15,1 milhões do Warriors parecerem troco.

A questão é se o Lakers realmente vai querer comprometer toda essa fatia em um único contrato. A lista de buracos no elenco é longa, e há outros agentes livres da própria casa que a franquia pretende segurar. Pagar perto do máximo a um jogador de 41 anos significaria abrir mão de flexibilidade justamente no momento em que o time precisa renovar peças ao redor de Luka.

A conta que passa por Austin Reaves

O nome que complica o orçamento atende por Austin Reaves. O armador em ascensão é prioridade de retenção e, no mercado, pode comandar uma proposta que chega a US$ 40 milhões por ano. Some isso ao desejo de manter LeBron com salário robusto e o tal espaço de US$ 50 milhões evapora rápido. A diretoria terá de escolher entre conforto financeiro futuro e a manutenção do núcleo atual.

É esse xadrez que torna a ameaça de Golden State menos absurda do que parece à primeira vista. Não porque o Warriors tenha como cobrir a oferta, mas porque a própria estrutura salarial do Lakers impõe limites. Se Los Angeles decidir blindar o orçamento e apresentar um contrato mais modesto, a exceção do meio nível de outra equipe deixa de ser piada e vira, no mínimo, um ponto de partida para conversa.