O Lakers estuda contratar Karlo Matkovic, reserva croata de 2,08m do Pelicans, como terceiro pivô atrás de Walker Kessler. É a mesma varredura de mercado que já tinha levado o time a Jonathan Kuminga. Um assistente técnico do Oeste garante que Luka Doncic vai amar o croata. O problema: New Orleans não quer vender.

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Resumo rápido
  • Matkovic tem 25 anos, 2,08m e uma temporada restante de contrato, no valor de US$ 2,3 milhões.
  • Em 2025-26 pelo Pelicans: 5,7 pontos, 3,7 rebotes e 0,9 toco em 14,7 minutos.
  • Acertou 60,4% de quadra e 42,2% de três, com apenas 1,5 tentativa por jogo.
  • O Lakers tem 16 contratos padrão, um acima do limite de 15 da temporada regular.
  • New Orleans exerceu a opção de equipe e avisou que não pretende negociar o jogador.

Quem é Karlo Matkovic

Matkovic tem 25 anos, 2,08m e 105 kg. Nasceu na Croácia, foi escolhido na segunda rodada do Draft de 2022 pelo Pelicans e entra agora na terceira temporada de NBA. Nunca foi titular. Em 2025-26 jogou 14,7 minutos por noite em um time que venceu 26 partidas e terminou o ano longe de qualquer discussão relevante.

Os números brutos não impressionam ninguém: 5,7 pontos, 3,7 rebotes e 0,9 toco por partida. O que chama atenção é a eficiência. Matkovic acertou 60,4% dos arremessos de quadra, 42,2% das bolas de três e 73,2% dos lances livres. Uma linha de 60/42/73 vinda de um pivô de 2,08m é rara em qualquer lugar da liga, ainda mais em um reserva de contrato quase mínimo.

O volume é o contrapeso honesto. Foram só 1,5 tentativas de três por jogo, o equivalente a 3,6 a cada 36 minutos. Amostra pequena, aproveitamento alto. Cabe à diretoria de Los Angeles decidir se acredita no número ou se ele é ruído de um papel pequeno.

O que um assistente técnico do Oeste enxergou

A frase que colocou o nome de Matkovic em circulação veio de um assistente técnico de uma equipe da Conferência Oeste, ouvido sem identificação.

“Luka vai amar ele. Atletismo muito bom, quer dizer, se você colocar um passe perto do aro, ele vai subir, pegar e converter. Ajuda defensiva muito boa, ele recupera distância e bloqueia arremessos quando alguém passa pela marcação.”

A leitura é direta e diz mais sobre Doncic do que sobre o croata. O esloveno vive de antecipação e de passe alto. Ele não precisa de um pivô que espere a bola no chão, precisa de alvos que subam antes de a defesa terminar a rotação. Todo companheiro que converte alley-oop multiplica o valor de uma habilidade que Doncic já tem de sobra.

O Lakers já tem pivô. E ainda quer mais um

Kessler chegou em julho por sign-and-trade com o Jazz: quatro anos e US$ 130 milhões, com opção do jogador na última temporada e trade kicker integral. O custo em ativos foi pesado, com primeiras rodadas irrestritas de 2031 e 2033 mais direito de troca de posição em 2028 e 2030.

Atrás dele, Kevon Looney assinou por um ano e US$ 3,9 milhões, e Sandro Mamukelashvili fechou quatro anos e US$ 52 milhões. Drew Timme ocupa um contrato de duas vias. No papel, o garrafão está coberto de sobra.

Na prática, não está. Looney vem de uma temporada travada por problema no joelho e Mamukelashvili é mais ala-pivô de espaçamento do que protetor de aro. Se Kessler perder jogos, o time fica sem ninguém que segure o garrafão sozinho por dez minutos. É esse buraco específico que Matkovic tapa.

Há ainda um detalhe burocrático que ninguém contorna com boa vontade. O Lakers está com 16 contratos padrão, um acima do limite de 15 da temporada regular. Qualquer adição obriga a uma subtração antes.

O nome de bastidor que explica o interesse

Dan Woike, do The Athletic, foi quem colocou Matkovic na pauta de Los Angeles. E existe um motivo estrutural por trás da lembrança: o Lakers contratou Rohan Ramadas, ex-vice-presidente de estratégia do próprio Pelicans. Ramadas acompanhou o croata no ano de estreia e carrega perfil analítico, do tipo que valoriza eficiência acima de volume.

Não é coincidência. Times contratam executivos e herdam junto as convicções deles sobre jogadores que o resto da liga não olhou. A linha de 60/42/73 do croata é exatamente o tipo de dado que sobrevive bem a uma planilha, mesmo quando não sobrevive ao olho nu de quem só viu 14 minutos por jogo.

O obstáculo se chama New Orleans

O Pelicans exerceu a opção de equipe sobre Matkovic neste offseason e sinalizou às equipes interessadas que não pretende negociá-lo. Não é postura de time recebendo propostas. É postura de time que gosta do que tem.

O cenário que destravaria a conversa é conhecido no mercado: New Orleans precisaria antes trazer outro pivô e transformar Matkovic em excedente. Enquanto isso não acontece, o croata entra na categoria dos alvos difíceis, não na dos impossíveis. A diferença entre uma coisa e outra costuma ser a paciência de quem liga primeiro.

O que a caçada revela sobre o novo Lakers

Um reserva de US$ 2,3 milhões não decide temporada nenhuma. Mas a insistência em achá-lo diz o que a franquia virou depois da saída de LeBron James: um time construído por engenharia, não por gravidade. Cada peça agora precisa caber ao redor de um único armador e do jeito específico como ele enxerga a quadra. Matkovic cabe. Falta convencer quem não quer vender.