Com Kevin Durant de volta e o Rockets desesperado para não voltar a Houston em desvantagem de 2 a 0, o Lakers foi posto à prova nesta terça-feira. A resposta veio em forma de defesa agressiva, backcourt produtivo e um LeBron James que mais uma vez mostrou por que é um dos maiores da história. Placar final: 101 a 94. Vantagem ampliada para 2 a 0 na série.
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Smart e Kennard: o backcourt que ninguém esperava
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Marcus Smart e Luke Kennard não são Luka Doncic e Austin Reaves. Mas nesta terça-feira, entregaram o tipo de atuação que os dois titulares ausentes teriam orgulho de ver. Smart terminou com 25 pontos em 8 de 13 de quadra, incluindo 5 de 7 de três, além de sete assistências, cinco roubos de bola e um toco. Nos primeiros 12 minutos, já tinha 11 pontos e pressionava Durant em todo canto da quadra.
O que chamou atenção em Smart foi a capacidade de criar de forma independente numa noite em que o Rockets ajustou a defesa e fechou muito mais os espaços do que no Jogo 1. Quando as drives não apareciam, ele acertava o arremesso de médio alcance. Quando havia pressão, encontrava o companheiro certo. É o tipo de contribuição que não aparece sempre nos números, mas que manteve o ataque do Lakers funcionando.
Kennard deu sequência à atuação do Jogo 1. Outros 23 pontos em 8 de 13 de quadra, com três de seis de três e quatro de quatro nos lances livres, além de seis rebotes, duas assistências e três roubos. O que mais impressiona é a confiança com que ele está jogando posse a posse. Em um papel muito maior do que o esperado, Kennard trocou a hesitação pela agressividade e está correspondendo em ambos os jogos.
Durant dominante no primeiro quarto, apagado depois
Durant entrou no Jogo 2 como se estivesse compensando a ausência do Jogo 1. Marcou 11 pontos no primeiro quarto, acertando quatro de cinco de quadra e sendo praticamente imparável nos seus spots preferidos. Parecia que a série ia mudar de tom.
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Mas o Lakers ajustou. A partir do segundo quarto, o time passou a enviar múltiplos defensores assim que Durant recebia a bola, forçando-o a passar em janelas cada vez mais fechadas. O resultado: sete tentativas de quadra no restante do jogo, três convertidas, e nove turnovers no total. É exatamente o tipo de troca que o Lakers estava disposto a aceitar. Deixar Durant marcar 23 pontos com eficiência limitada e forçar quase dez erros de bola é uma vitória defensiva clara.
LeBron: o melhor jogador em quadra
Os números de LeBron não saltam aos olhos à primeira vista: 28 pontos em 8 de 20 de quadra, com 10 de 14 nos lances livres, oito rebotes e sete assistências. Mas quem assistiu ao jogo sabe que ele foi o jogador mais importante em quadra pelos dois times.
Numa noite em que o Rockets tentou impor fisicalidade e ditar o ritmo, foi LeBron quem deu ao Lakers a capacidade de não só absorver o impacto, mas de respondê-lo. Nos momentos de pressão, foi ele quem buscou o garrafão para garantir posses, fez as rotações defensivas certas nas armadilhas contra Durant e encontrou os companheiros livres quando a defesa colapsava sobre ele. Com quase 40 minutos em quadra, LeBron fez tudo o que foi necessário para manter o Lakers à frente.
Serie sob controle, mas o Rockets não está morto
O Rockets fez o que podia. Reagiu no final do segundo quarto, explorou turnovers e faltas para cortar para três pontos no intervalo, e voltou pressionando. Mas o Lakers teve resposta para cada arrancada. A vantagem de 2 a 0 significa que o Rockets agora precisar vencer os dois jogos seguintes em Houston apenas para empatar a série. O mando nos Jogos 5 e 7 segue com o Lakers, o que torna a situação de Houston cada vez mais difícil.