O Lakers identificou em Robert Williams III, free agent vindo do Portland Trail Blazers, o pivô capaz de neutralizar Victor Wembanyama nos múltiplos confrontos contra o San Antonio da próxima temporada. A análise é de Bobby Marks, e coloca o pivô de 28 anos no centro do plano para proteger o garrafão e atender Luka Doncic com um pivô de origem.
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- Bobby Marks, da ESPN, aponta Robert Williams III como o pivô ideal para o Lakers travar Victor Wembanyama.
- Williams III jogou 59 partidas em 2025-26, segunda maior marca da carreira, com 1,5 bloqueios em 17,1 minutos.
- Nos playoffs contra o Spurs, subiu para 9,6 pontos, 7,4 rebotes e 1,2 bloqueios em 21,6 minutos por jogo.
- A estimativa de mercado para o contrato gira entre 12 e 13 milhões de dólares anuais.
- Celtics, Hawks e Clippers também aparecem como concorrentes diretos pela assinatura.
A torre que o Lakers procura para defender Wembanyama
A pressão sobre o front office é direta. Victor Wembanyama dominou as notícias da sua terceira temporada na NBA, com um corpo de 2,24 metros que reescreve o conceito de pivô moderno e ainda anos de evolução pela frente. O Lakers cruza o caminho do San Antonio no mínimo quatro vezes por temporada na Conferência Oeste, e cada um desses jogos é uma prova de fogo para o garrafão do time. Sem alguém para travar o francês, a defesa do Lakers vira espelho do ataque dele: arremessos abertos com a mão na cara, finalizações por cima do aro, sequência de blocos do outro lado. Daí a urgência de Rob Pelinka em encontrar um pivô que não recue debaixo da cesta.
O que Bobby Marks viu de Williams III nos playoffs
A análise saiu do podcast da ESPN. Bobby Marks, ex-gerente do Brooklyn Nets e analista da casa, colocou Robert Williams III no topo da lista de free agents para esse perfil específico. O motivo é o duelo direto que aconteceu na primeira rodada dos playoffs, quando o Portland Trail Blazers cruzou com o Spurs e Williams III recebeu a missão de operar contra Wembanyama no garrafão.
“Você precisa ter cautela por causa da disponibilidade dele, dos minutos. Mas, se eu tivesse que apontar um nome, não diria que neutralizou Victor Wembanyama, mas com certeza foi um dos que melhor o guardou nos playoffs, certamente na primeira rodada. Seria esse o jogador”, disse Marks. “É provavelmente um dos melhores pivôs do mercado de free agents unrestricted. Ele te dá o bloqueador de arremessos, o protetor do garrafão, o cara que vira ameaça de alley-oop para Luka Doncic.”
A leitura é direta. Williams III ataca a função em três camadas: defesa do aro, presença de rebote e ameaça vertical sem precisar pedir bola.
Os números de Williams III em 2025-26
Williams III completou 59 jogos pelo Portland em 2025-26, a segunda maior marca de partidas da carreira dele. Saiu do banco na maior parte das noites, com média de 17,1 minutos em quadra, e fechou a temporada regular em 6,7 pontos, 7,5 rebotes e 1,5 tocos. Os números absolutos são tímidos para quem opera em rotação reduzida, mas o rendimento por minuto e a presença defensiva fizeram o Portland confiar nele para abrir a série contra o Spurs.
Nos playoffs, o desempenho subiu. Williams III ficou em quadra 21,6 minutos por jogo e produziu 9,6 pontos, 7,4 rebotes e 1,2 tocos. Wembanyama, claro, fez o que precisava para o Spurs vencer a série. Mas a tese de Marks é que poucos pivôs no mercado seguraram o francês com tanta consistência durante uma série inteira.
De Boston às lesões, o caminho até o Portland
A trajetória do pivô tem dois capítulos. O primeiro é o pico em Boston. Williams III foi peça importante do Celtics que chegou às Finais da NBA em 2022, no quarto ano dele na liga, sob o comando de Ime Udoka. Depois disso, vieram as lesões. Joelho, tornozelo, retorno encurtado, nova interrupção. O Portland recebeu o pivô em troca com Boston e construiu a temporada 2025-26 em cima de protegê-lo: minutos limitados, descanso entre back-to-backs, missão defensiva específica. O resultado foi a temporada mais saudável em três anos.
A história de saúde é, segundo o próprio Marks, o principal sinal de alerta. “Você precisa ter cautela”, repetiu o analista, antes de defender que o ganho potencial supera o risco se o Lakers conseguir um contrato com a estrutura certa.
O custo de Williams III e a fila atrás dele
Marks projeta um contrato anual entre 12 e 13 milhões de dólares, valor de pivô reserva premium no atual mercado. Não é o tipo de cifra que esvazia o caixa, mas o Lakers vai disputar a assinatura com três times com necessidade clara no garrafão.
“Agora, a questão é o custo. Quanto? Doze, treze milhões de dólares? Acho que é por aí o range dele, mas vai ter outras equipes enxergando isso também”, afirmou.
Os concorrentes citados são Celtics, Atlanta Hawks e Los Angeles Clippers. O Celtics é o cenário sentimental, porque Williams III conhece a casa e o staff médico de Boston. O Hawks tem necessidade aguda de protetor do aro. E o Clippers, vizinho do Lakers em Los Angeles, joga sob a sombra da própria transição de elenco.
O encaixe com Luka e o plano de Pelinka
A semana foi marcada por outra informação relevante. Pelinka já conversou com Doncic sobre construir o próximo elenco em torno do esloveno, gesto que reforça o status do seis vezes All-Star como pilar da próxima janela competitiva. O perfil de Williams III casa exatamente com o tipo de pivô que potencializa a leitura de Luka. Ameaça de pick and roll vertical, finalizador em alley-oop, defensor do aro que libera os perimetrais para pressão alta. LeBron James, ainda no elenco, ganharia o mesmo benefício no garrafão ao longo da temporada regular.
A leitura final é de simetria. O Lakers precisa de um pivô específico para travar Wembanyama. O mercado oferece um pivô específico que já travou Wembanyama. O resto é negociação.
Pelinka tem agora a tarefa de transformar análise em assinatura. Williams III não é o pivô mais durável da liga, nem o mais barato, mas é o nome que aparece quando Bobby Marks precisa apontar quem segurou o francês na primeira rodada. Em uma Conferência Oeste que vai medir cada um dos quatro confrontos com o Spurs por temporada, comprar um seguro contra Wembanyama deixou de ser luxo.