O Lakers é o motivo pelo qual o Mavericks não faz o buyout de Klay Thompson. Segundo Jake Fischer, do Bleacher Report, Dallas enxerga valor de troca no veterano justamente porque Los Angeles e Miami o querem. Dois dias atrás, o time de Los Angeles já aparecia como destino possível para o ala-armador. Liberá-lo de graça seria entregar um ativo ao rival.
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- Jake Fischer: Dallas recusa buyout de Klay Thompson por causa do interesse de Lakers e Heat.
- Thompson tem US$ 17,46 milhões no último ano do contrato, com bônus de troca de 15%.
- Em 2025-26 fez 11,7 pontos por jogo, sua pior média na carreira, com 38,3% de três.
- O jogador, de 36 anos, prefere voltar a Los Angeles, onde cresceu e mantém casa.
- Miami entrou na disputa depois de fechar a troca por Giannis Antetokounmpo em junho.
O que o Bleacher Report apurou
A informação é de Jake Fischer, do Bleacher Report. Segundo o repórter, o Mavericks não pretende manter Klay Thompson, mas também não aceita rescindir o contrato e ver o veterano assinar onde quiser. “Dallas acredita que não deveria ter que fazer um buyout parecido com o de Zach LaVine”, escreveu Fischer, em referência ao caso do ala-armador em Sacramento. A leitura da franquia é simples: se existe fila, existe preço.
Fischer também apurou que a diretoria de Dallas “tem insistido em manter Klay Thompson para uma troca”. É uma posição de força construída sobre o desejo alheio. O Lakers quer. O Heat quer. Enquanto os dois quiserem, o Mavericks tem argumento para exigir contrapartida.
A conta de US$ 17,46 milhões que trava tudo
Thompson entra no último ano do contrato de três temporadas e US$ 50 milhões que assinou em julho de 2024. São US$ 17,46 milhões em 2026-27, com bônus de troca de 15% embutido, detalhe que encarece qualquer negociação e reduz o número de times capazes de absorver o salário. Não é um valor proibitivo para uma franquia com espaço, mas é caro demais para um jogador de 36 anos que já não começa as partidas.
Por que o Lakers entrou no cálculo de Dallas
O Lakers de 2026-27 não é mais o time de LeBron James. Depois de oito temporadas em Los Angeles, o astro avisou que jogaria em outro lugar e fechou com o Philadelphia 76ers por dois anos e US$ 8 milhões. A franquia reorganizou o elenco em torno de Doncic e de Austin Reaves, renovado por quatro anos e US$ 185 milhões, trouxe Walker Kessler para o garrafão num sign-and-trade de US$ 130 milhões e ainda adicionou Quentin Grimes, Collin Sexton e Kevon Looney.
O buraco que sobrou é conhecido: falta um ala. Los Angeles já tinha se movimentado nessa direção ao apostar em Jonathan Kuminga para resolver a carência nas alas, com proposta de dois anos e US$ 20 milhões noticiada pelo LA Times. Thompson entra na mesma conversa por outro motivo: não é defesa, é arremesso.
O que Thompson ainda entrega em quadra
A temporada 2025-26 foi a pior da carreira de Thompson em pontuação. Foram 11,7 pontos por jogo em 69 partidas, com 2,1 rebotes, 1,4 assistência e 21,7 minutos de média. O aproveitamento de três, porém, ficou em 38,3%, com 2,9 bolas convertidas por partida. O corpo mudou, o arremesso não. É exatamente esse recorte que interessa a um time construído para abrir espaço ao camisa 77.
Um elenco com Doncic conduzindo e Reaves ao lado precisa de gente que puna a ajuda defensiva. Thompson não é mais o defensor de perímetro que foi em Golden State, e isso pesa contra. Só que Los Angeles não procura um estopim: procura espaçamento barato, e poucos nomes disponíveis entregam 38% de quadra em três pontos com esse volume.
Miami mudou de patamar e complicou a disputa
O Heat deixou de ser coadjuvante nessa história em junho, quando fechou a troca por Giannis Antetokounmpo. Milwaukee recebeu Tyler Herro, Jaime Jaquez Jr., Kel’el Ware, Kasparas Jakucionis e três escolhas de primeira rodada. Com o grego dentro e Bam Adebayo no garrafão, Miami virou um dos destinos mais atraentes da liga para um arremessador de elite. E passou a disputar Thompson de igual para igual.
A preferência pessoal do jogador pesa do outro lado. Thompson cresceu na região de Los Angeles e mantém casa na cidade. Voltar é conveniente. O problema é que vontade de atleta não move contrato: move o buyout. E o buyout é exatamente o que Dallas se recusa a conceder.
O impasse pode durar até a pré-temporada
O cenário mais provável no curto prazo é o congelamento. Dallas não tem pressa, tem um contrato que expira em junho e uma fila que valoriza o ativo a cada semana de rumor. O Lakers não consegue absorver o salário cheio sem desmontar parte do que montou em julho. Enquanto ninguém pisca, Thompson segue jogador do Mavericks, num elenco que não o quer e num mercado que o quer demais. Basquete também se joga na sala de reunião, e nessa quadra a bola está com Dallas.