O Lakers enxerga em Walker Kessler o pivô defensivo ideal para proteger o garrafão ao lado de Luka Doncic, mas a contratação é improvável. O motivo é o calendário da agência livre: o Utah Jazz tem dois dias para igualar qualquer oferta, e a janela deixaria Los Angeles sem plano B no mercado.
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A prioridade número 1 do Lakers no garrafão
A lista de tarefas de Los Angeles para esta offseason é longa, mas nenhuma pesa tanto quanto encontrar um pivô de duas pontas para dividir a quadra com Doncic. O elenco precisa de um protetor de aro que sustente a defesa sem travar o ataque, e o mercado oferece alguns nomes plausíveis.
Circulam opções como Jalen Duren e Isaiah Stewart, dos Pistons, Robert Williams III, do Trail Blazers, e Mitchell Robinson, campeão pelo Knicks. Nenhum, porém, encaixa tão bem no perfil desenhado pela diretoria quanto o pivô do Utah Jazz.
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Kessler é restricted free agent e já deixou claro que quer sair de Salt Lake City, mesmo depois de receber uma proposta de cinco anos por US$ 140 milhões para ficar. O problema é que o desejo do atleta não basta para resolver a equação salarial de Los Angeles.
Por que a agência livre não funciona para Kessler
Brian Windhorst, da ESPN, detalhou o nó em seu podcast no dia 17 de junho. Para ele, o buraco no elenco é evidente. “O problema número 1 deles é que não têm um pivô de nível titular”, disse Windhorst. “Com todo o respeito ao DeAndre Ayton.”
O comentarista Tim McMahon completou o raciocínio: “Eles precisam de uma âncora defensiva, desesperadamente.” Kessler é exatamente isso, e Los Angeles tem espaço salarial para agir.
“O Lakers tem espaço de teto. Sabendo que o Jazz colocou na mesa uma oferta de uns US$ 28 milhões, eles poderiam dizer: aqui vai uma proposta por cima dessa”, explicou Windhorst. O detalhe é que esse movimento cobra um preço alto antes mesmo de funcionar.
“Eles teriam que renunciar ao LeBron James e ao Rui Hachimura para fazer isso, ou colocá-los em contratos bem pequenos”, seguiu o jornalista. E o calendário fecha a porta: a oferta a um restricted free agent só pode ser assinada a partir de 6 de julho, e o Jazz ainda teria dois dias para igualar.
“Se o Lakers só for descobrir se vai ou não conseguir o Walker Kessler em 8 de julho, não vai sobrar ninguém para contratar”, resumiu Windhorst. Traduzindo: o tempo perdido na espera esvaziaria o restante do mercado. Por isso, não haverá proposta formal de contrato.
Sign-and-trade esbarra em Austin Reaves
Com a via direta inviável, sobra um único caminho para trazer o pivô: a troca casada com o Jazz, a sign-and-trade. E é aqui que dois objetivos da franquia colidem de frente.
A outra grande meta da offseason é estender o contrato de Austin Reaves por vários anos, fixando-o como parceiro de longo prazo de Doncic no perímetro. O problema é que Reaves talvez seja a única peça capaz de destravar a negociação por Kessler.
“Se você quer o Walker Kessler, a única forma de conseguir é fazendo uma sign-and-trade com o Jazz”, afirmou Windhorst. “E eu não sei, fora o Austin Reaves, o que você poderia oferecer numa troca dessas que traria o Kessler.” Em outras palavras, o Lakers teria que abrir mão de um pilar do projeto para fechar outro buraco.
O que Kessler entrega em quadra
A última temporada de Kessler foi quase em branco. Ele atuou em apenas cinco jogos por causa de uma lesão na articulação do ombro. O histórico recente, porém, explica o interesse de Los Angeles.
Na campanha anterior, o pivô promediou 11,1 pontos, 12,2 rebotes, 1,7 assistência e 2,4 tocos por partida, números que o colocaram entre os melhores protetores de aro da liga. É o tipo de presença no garrafão que o time não tem desde que reorganizou o elenco em torno de Doncic.
O impasse, no fim, é matemático antes de ser esportivo. O Lakers identificou o jogador certo, tem o dinheiro e tem o interesse do atleta. Falta a única coisa que dinheiro não compra na agência livre: tempo. E enquanto o relógio de julho não virar a favor da franquia, Kessler segue mais perto de qualquer outro destino do que da Crypto Arena.