Walker Kessler quer ganhar o arremesso de longe no Lakers, e o fim do treino deste fim de semana deu um sinal: seis acertos seguidos do canto, no sábado (3). O pivô que chegou depois de uma temporada quase toda perdida tem um histórico curto de longe, mas que melhorou justamente antes da lesão.

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Resumo rápido
11 de 56
Bolas de três de Kessler nas três primeiras temporadas da carreira, todas pelo Jazz.
6 de 8
O começo de 2025-26, em cinco jogos, antes de a lesão no ombro encerrar a temporada.
6 seguidas
Sequência da zona morta no trabalho depois do treino de sábado, segundo o Lakers Nation.
25 anos
Idade do pivô que o Lakers trouxe para ancorar a defesa nesta temporada.

O que aconteceu no sábado

Terminado o treino, Kessler ficou na quadra para uma sessão extra que misturou exercícios de defesa e arremessos de três. Em um dos trechos, segundo Daniel Starkand, do Lakers Nation, acertou seis seguidos do canto. O próprio site registrou a sessão em vídeo.

Treino não é jogo, e arremesso livre depois da atividade não tem marcador na frente. Ainda assim, o recado vale: o pivô contratado para proteger o aro quer ser mais do que isso, e está mostrando onde pretende chegar.

O histórico de longe

Nas três primeiras temporadas, Kessler praticamente não arremessou de três. Foram 56 tentativas em 196 jogos, com 11 acertos. A curva só mudou no começo de 2025-26: seis acertos em oito tentativas nos cinco jogos que ele disputou antes de a lesão no ombro encerrar a temporada.

Kessler de três, temporada a temporada
Bolas de três certas e tentadas na temporada regular. Fonte: ESPN.
Jazz
2022-23
Novato no Jazz, 74 jogos
1 de 3
33% de acerto
Jazz
2023-24
Jazz, 64 jogos
4 de 19
21% de acerto
Jazz
2024-25
Jazz, 58 jogos
6 de 34
18% de acerto
Jazz
2025-26
Jazz, 5 jogos antes da lesão
6 de 8
75% de acerto

É uma amostra pequena demais para qualquer conclusão, e ninguém no Lakers trata isso como arma pronta. O que os números mostram é a direção. O volume vinha subindo de ano para ano, de três tentativas como novato para 34 na terceira temporada, e o aproveitamento saltou quando ele voltou ao arremesso depois da offseason de 2025.

Por que isso importa para o Lakers

Kessler falou do assunto no Media Day, sem rodeios. “Muito confortável”, respondeu quando perguntado sobre a bola de três. “Acredito que qualquer profissional, seja médico, advogado, o que for, nunca quer ficar parado. Você sempre quer melhorar. Para mim, na offseason passada e nesta, foi importante tentar ampliar o meu jogo no ataque.”

No ataque de Doncic e Reaves, o papel principal dele já está desenhado: corta para a cesta depois do corta-luz, recebe a ponte aérea e pega o rebote ofensivo. Mas um pivô que ameaça do canto muda a conta da defesa adversária. Se o marcador dele precisa sair do garrafão para acompanhá-lo, sobra espaço para Doncic infiltrar. Se não sai, Kessler pode punir de longe nos momentos em que, nas palavras dele, o time precisar.

Hoje, quem cumpre esse papel de pivô que abre a quadra no elenco é Sandro Mamukelashvili, reserva com arremesso de longe. Se Kessler acrescentar ao menos a ameaça do canto, Redick ganha a opção de ter proteção de aro e espaço no ataque ao mesmo tempo, sem precisar escolher entre um e outro no quinteto titular.

Ele mesmo reconhece que esse não é o centro do trabalho. Chegou para defender, ancorar o garrafão e dar ao elenco do Lakers a proteção de aro que faltou depois da saída de Anthony Davis. A bola de três é o acréscimo, não a função.

Onde dá para conferir

A pré-temporada começa na segunda-feira, contra o Kings, em Sacramento, e são cinco amistosos até a estreia oficial, em 21 de outubro. É ali que o arremesso do pivô vai aparecer ou não. Se uma bola de Kessler cair do canto em um jogo de verdade, o treino de sábado vai ter sido mais do que um vídeo de fim de tarde.