O Lakers vai dar uma camisa de beisebol a quem estiver na arena em 18 de novembro, no jogo contra o Utah. A peça mistura as duas franquias de Los Angeles e resgata o azul que o time usava antes de adotar o roxo e dourado, na época em que o elenco ainda jogava em Minneapolis.

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Resumo rápido
18 de nov.
Data do brinde, na noite dedicada ao time de beisebol da cidade
Todos
Quem estiver na arena ganha a camisa, sem sorteio nem fila especial
1960
Ano da mudança para Los Angeles, quando o azul ainda era a cor do time
Catorze
Datas marcadas no calendário promocional, entre bonecos, brindes e temáticas

Como é a camisa

O desenho junta o começo das duas histórias. O escudo do time de beisebol vai na frente, o do Lakers vai nas costas, e cada manga leva um logo alternativo de uma das franquias. As listras verticais vêm do uniforme antigo dos Dodgers, de quando o time ainda ficava no Brooklyn, antes de se mudar para a Califórnia.

De onde vem esse azul

Quem começou a acompanhar o time nas últimas décadas associa o Lakers a roxo e dourado, e só. Mas a franquia nasceu em Minneapolis, no estado de Minnesota, e o apelido vem justamente dos lagos de lá. O uniforme daquela época era azul, e a cor continuou nos primeiros anos depois da mudança para Los Angeles, em 1960.

O roxo e dourado que virou marca registrada apareceu depois. Por isso o azul funciona como peça de colecionador: para a maior parte da torcida, é um Lakers que ela nunca viu jogar.

Por que Dodgers e Lakers dividem uma noite

As duas franquias são os símbolos esportivos da cidade e se homenageiam há anos, com noites temáticas de lado a lado. A ligação ficou mais direta ainda em 2026, quando Mark Walter, que era codono do time de beisebol, comprou o Lakers. Ele vendeu a franquia de basquete pouco depois, mas segue no comando do outro lado.

O resultado é uma peça que não é uniforme de jogo nem camisa de torcida comum. É um objeto híbrido, que o torcedor usa mais como memorabilia do que para assistir a jogo.

O que mais vem na temporada

A camisa é uma das catorze datas do calendário promocional. A temporada abre com a noite do orgulho em 8 de outubro e a estreia contra o Golden State em 21 de outubro. Luka Doncic ganha boneco em 1 de novembro, como cestinha da liga, e Austin Reaves ganha o dele em 27 de dezembro, dois dias depois do jogo de Natal contra o Philadelphia.

Há ainda réplica do anel do título de 2020 em 24 de janeiro, bonecos de Norm Nixon, Paul Westhead e Kurt Rambis espalhados pelo calendário, uma noite da Hello Kitty em 7 de março, a primeira da história do time, e o encerramento simbólico em 9 de abril: boneco de Phil Jackson no mesmo dia em que a estátua dele é revelada do lado de fora da arena.

O calendário promocional da temporada
8 out
a definir
Noite do orgulho, com camiseta
21 out
Golden State
Estreia em casa
1 nov
Toronto
Boneco de Luka Doncic, cestinha da liga
17 nov
a definir
Homenagem aos veteranos de guerra
18 nov
Utah
Camisa de beisebol Lakers e Dodgers
14 dez
a definir
Boneco de Norm Nixon
25 dez
Philadelphia
Jogo de Natal
27 dez
Memphis
Boneco de Austin Reaves
14 jan
a definir
Boneco de Paul Westhead
24 jan
Washington
Réplica do anel do título de 2020
10 fev
a definir
Noite da saúde mental
7 mar
a definir
Primeira noite da Hello Kitty na história do time
17 mar
a definir
Boneco de Kurt Rambis
9 abr
Minnesota
Boneco de Phil Jackson e revelação da estátua dele

A tabela mostra uma escolha de quem monta o calendário: os bonecos vão para jogadores e técnicos de eras diferentes, e os brindes maiores caem em datas de casa cheia. A réplica do anel de 2020 e a estátua de Phil Jackson são os dois itens que mais devem esgotar ingresso, e não é coincidência que estejam no segundo semestre da temporada, quando a tabela costuma ficar mais dura.

O detalhe que escapa de longe

Brinde de arena parece assunto pequeno, e é. Mas ele diz algo sobre para quem o time está falando nesta temporada. Um calendário com réplica de anel, estátua de técnico campeão e uniforme da era de Minneapolis é um calendário que vende passado, não futuro.

Faz sentido no primeiro ano sem LeBron James e com um elenco montado às pressas em torno de Doncic: enquanto o time novo não tem história própria para contar, a franquia recorre à que já tem. A camisa azul é bonita justamente porque lembra um tempo em que ninguém sabia o que o Lakers viria a ser.