O Lakers vai dar uma camisa de beisebol a quem estiver na arena em 18 de novembro, no jogo contra o Utah. A peça mistura as duas franquias de Los Angeles e resgata o azul que o time usava antes de adotar o roxo e dourado, na época em que o elenco ainda jogava em Minneapolis.
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Como é a camisa
O desenho junta o começo das duas histórias. O escudo do time de beisebol vai na frente, o do Lakers vai nas costas, e cada manga leva um logo alternativo de uma das franquias. As listras verticais vêm do uniforme antigo dos Dodgers, de quando o time ainda ficava no Brooklyn, antes de se mudar para a Califórnia.
The @Lakers unveiled the baseball-style jersey they will be giving away on Nov. 18 against the Jazz: pic.twitter.com/e27i7z0b00
— Lakers Nation (@LakersNation) September 18, 2026
De onde vem esse azul
Quem começou a acompanhar o time nas últimas décadas associa o Lakers a roxo e dourado, e só. Mas a franquia nasceu em Minneapolis, no estado de Minnesota, e o apelido vem justamente dos lagos de lá. O uniforme daquela época era azul, e a cor continuou nos primeiros anos depois da mudança para Los Angeles, em 1960.
O roxo e dourado que virou marca registrada apareceu depois. Por isso o azul funciona como peça de colecionador: para a maior parte da torcida, é um Lakers que ela nunca viu jogar.
Por que Dodgers e Lakers dividem uma noite
As duas franquias são os símbolos esportivos da cidade e se homenageiam há anos, com noites temáticas de lado a lado. A ligação ficou mais direta ainda em 2026, quando Mark Walter, que era codono do time de beisebol, comprou o Lakers. Ele vendeu a franquia de basquete pouco depois, mas segue no comando do outro lado.
O resultado é uma peça que não é uniforme de jogo nem camisa de torcida comum. É um objeto híbrido, que o torcedor usa mais como memorabilia do que para assistir a jogo.
O que mais vem na temporada
A camisa é uma das catorze datas do calendário promocional. A temporada abre com a noite do orgulho em 8 de outubro e a estreia contra o Golden State em 21 de outubro. Luka Doncic ganha boneco em 1 de novembro, como cestinha da liga, e Austin Reaves ganha o dele em 27 de dezembro, dois dias depois do jogo de Natal contra o Philadelphia.
Há ainda réplica do anel do título de 2020 em 24 de janeiro, bonecos de Norm Nixon, Paul Westhead e Kurt Rambis espalhados pelo calendário, uma noite da Hello Kitty em 7 de março, a primeira da história do time, e o encerramento simbólico em 9 de abril: boneco de Phil Jackson no mesmo dia em que a estátua dele é revelada do lado de fora da arena.
A tabela mostra uma escolha de quem monta o calendário: os bonecos vão para jogadores e técnicos de eras diferentes, e os brindes maiores caem em datas de casa cheia. A réplica do anel de 2020 e a estátua de Phil Jackson são os dois itens que mais devem esgotar ingresso, e não é coincidência que estejam no segundo semestre da temporada, quando a tabela costuma ficar mais dura.
O detalhe que escapa de longe
Brinde de arena parece assunto pequeno, e é. Mas ele diz algo sobre para quem o time está falando nesta temporada. Um calendário com réplica de anel, estátua de técnico campeão e uniforme da era de Minneapolis é um calendário que vende passado, não futuro.
Faz sentido no primeiro ano sem LeBron James e com um elenco montado às pressas em torno de Doncic: enquanto o time novo não tem história própria para contar, a franquia recorre à que já tem. A camisa azul é bonita justamente porque lembra um tempo em que ninguém sabia o que o Lakers viria a ser.