O Lakers pode resolver o eterno problema do pivô na noite do draft 2026. Henri Veesaar, da North Carolina, é apontado por Jeremy Woo (ESPN) como alvo natural para a vaga de Los Angeles no fim do primeiro round. Quase 2,15m, 42,6% do três, perfil que pode esticar a quadra ao lado de Luka Doncic.

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Resumo rápido
  • Jeremy Woo (ESPN) projeta Henri Veesaar no fim do primeiro round, faixa onde o Lakers escolhe.
  • Veesaar tem quase 2,15m e acertou 42,6% do três na temporada da North Carolina.
  • Lakers gastou minutos com Ayton e Jaxson Hayes no pivô e ficou sem solução nos playoffs.
  • JJ Redick teria dito a outros técnicos que não consegue jogar Ayton em jogo fechado.
  • Second apron força o time a achar peças de rotação em contratos de rookie.

O que Jeremy Woo viu em Veesaar

A leitura veio de Jeremy Woo, especialista em draft da ESPN, em análise publicada esta semana. Para ele, Veesaar saiu da temporada universitária com momentum sólido pra entrar no primeiro round e foi um dos jogadores mais altos no combine.

“Vindo de uma temporada produtiva, ele construiu um momentum sólido pro primeiro round e mediu como um dos atletas mais altos no combine”, escreveu Woo. “Como um pivô de quase 2,15m que acertou 42,6% do três na temporada passada, ele se projeta como um pivô funcional de rotação, com perfil de floor-spacing mais tangível que os outros pivôs da classe.”

Woo cravou ainda o encaixe no roteiro do Lakers. “A equipe carece de defensores na ala e também precisa de ajuda no garrafão, algo que pode endereçar com essa escolha, dependendo de quem cair pra eles. Veesaar pode entrar na rotação na próxima temporada.”

Por que o Lakers precisa de pivô agora

O setor de pivô virou o ponto fraco assumido do elenco. O Lakers terminou a temporada 2025-26 alternando entre DeAndre Ayton e Jaxson Hayes na posição, sem encontrar a peça que aguenta minutos decisivos no playoff. A varredura sofrida na segunda rodada deixou esse rótulo claro.

Hayes deve voltar. Ele entra na free agency, mas se desenhou uma química operacional com Doncic ao longo do ano que justifica um contrato modesto pra continuar como reserva. Os dois treinaram juntos no offseason anterior, e o número de pick-and-rolls finalizados confirmou a leitura.

Ayton é o tema mais delicado. Tem opção de jogador a exercer, decisão que abre ou fecha o capítulo dele na franquia. O coach JJ Redick foi flagrado dizendo a outros técnicos que não consegue colocá-lo em quadra em jogo fechado, frase que vazou e azedou de vez a relação.

O cálculo do second apron

A pressão pra acertar no draft tem nome técnico: second apron. As regras do novo CBA da NBA punem times que estouram o teto com perda de ferramentas de troca e exceções salariais. Pra contornar, o caminho é encaixar jogadores de rookie deal na rotação, contratos baratos que abrem espaço pra pagar o trio do topo.

Esse trio do topo está nomeado. Doncic, Austin Reaves e LeBron James puxam a fatia salarial pesada do elenco. Se o Lakers quer competir no Oeste com Thunder, Spurs e Warriors, precisa de duas ou três escolhas de draft virando peças de rotação dentro do contrato de calouro. Veesaar entra exatamente nesse perfil.

A grade alternativa: Robinson e Williams

A free agency oferece dois nomes mais maduros. Mitchell Robinson e Robert Williams são os pivôs ideais do mercado pra esse buraco, com histórico defensivo e contribuição imediata. O problema é o custo.

Contratar qualquer um dos dois consome boa parte da espessura financeira que o Lakers precisa pra renovar peças do elenco e abrir margem pra LeBron na renovação. O que se ganha em qualidade no curto prazo pode custar caro na fila de assinaturas paralelas.

O draft como aposta de longo prazo

Veesaar é jovem, atlético, vem de programa grande (UNC) e mostrou produção ofensiva relevante. Acertar em um pivô que estica a quadra e sobe no pick-and-pop ao lado de Doncic muda o teto do segundo grupo do elenco em três temporadas. O Lakers gasta uma escolha cara no fim do primeiro round e blinda o garrafão sem onerar a folha.

Não é garantia. Veesaar pode flutuar mais pra cima ou cair pra times atrás na fila, e a chance de o Lakers conseguir o nome certo no número 20-algum depende de combinação de azar dos rivais e leitura fria do front office. Mas se Veesaar estiver disponível na vez de Los Angeles, a aposta tem lógica.