Antes de tirar Jonathan Kuminga do Lakers, o Minnesota tentou outro nome, e ouviu não. O time sondou o búlgaro Sasha Vezenkov, MVP da Euroliga, para uma nova tentativa na NBA. A informação é de Marc Stein. Kuminga fechou com o Minnesota por menos da metade do que Los Angeles ofereceu.
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O nome que veio antes de Kuminga
Marc Stein publicou na newsletter dele que, antes de fechar com Kuminga, o Minnesota estudou a viabilidade de convencer Vezenkov a dar mais uma chance à NBA. Não passou de estudo. Nunca houve proposta formal, e o jogador sinalizou cedo que estava bem onde estava.
O detalhe muda a leitura do que aconteceu com o Lakers. A versão simples é que Los Angeles ofereceu mais e perdeu para um time que ofereceu menos. A versão completa é que o Minnesota trabalhava em mais de uma frente ao mesmo tempo, e a primeira delas nem envolvia a NBA.
Quem é o jogador que disse não
Vezenkov é ala-pivô búlgaro e joga no Olympiacos. Foi MVP da Euroliga em 2023, atravessou o Atlântico, e voltou. Na temporada passada foi MVP outra vez, ganhou o título e entrou no primeiro time da competição pela quarta vez na carreira.
A passagem pela NBA foi curta e não deu certo. Foram 42 partidas pelo Sacramento em 2023-24, com 5,4 pontos e 2,3 rebotes em 12,2 minutos, acertando 44% dos arremessos de quadra e 37,5% das bolas de três. Números de fim de rotação para quem chegava como o melhor da Europa.
O que ele fez depois é a parte que explica o não. Vezenkov abriu mão de US$ 6,7 milhões garantidos para rescindir e voltar ao Olympiacos. Não foi corte nem dispensa: ele pagou para sair. Quem faz isso uma vez não costuma voltar atrás dois anos depois por uma sondagem sem proposta.
Por que isso interessa a quem torce para o Lakers
Porque redimensiona a derrota de agosto. O Lakers perseguiu Kuminga por dois meses, tentou montar troca com Atlanta, colocou mais dinheiro na mesa e ficou sem o jogador. Doeu como se tivesse sido superado por uma proposta melhor, e não foi isso.
Kuminga escolheu contrato curto, de dois anos e US$ 12,4 milhões, com opção do jogador no segundo, para poder testar o mercado de novo na próxima offseason. Ele mesmo já explicou que a conta era de liberdade, não de valor. O Minnesota vendeu flexibilidade, e o Lakers só tinha dinheiro para vender.
O episódio Vezenkov mostra o resto do tabuleiro. Enquanto Los Angeles concentrava a offseason inteira em um nome, o time do outro lado testava um plano europeu, levava um não, e seguia para o plano seguinte sem perder o passo. Foi o mesmo mês em que o Lakers ficou com três planos B na mão e nenhum fechado.
A Europa virou opção real, e isso é novo
Há dez anos, sondar um MVP da Euroliga para preencher rotação seria manchete de curiosidade. Hoje é gestão normal. O topo do mercado europeu paga bem o suficiente para que jogador feito não precise atravessar o Atlântico para ganhar dinheiro nem para disputar título.
Para o Lakers, que passou o ano montando elenco com veterano barato de contrato curto, isso significa concorrência nova em um mercado que já estava apertado. Quem procura ala de rotação em agosto agora disputa com Olympiacos, Real Madrid e Panathinaikos, e não só com as outras 29 franquias.
Vezenkov segue na Grécia e não deve voltar. O que ficou do episódio não é o jogador, é o retrato de como o Minnesota trabalhou: duas frentes abertas, um não recebido cedo, e o alvo do Lakers fechado no fim do mês.