O impasse entre Lakers e Jonathan Kuminga não está mais no salário. A franquia ofereceu cerca de US$ 45 milhões por sign-and-trade, o que dá aproximadamente US$ 15 milhões por temporada, dentro da faixa que o ala busca. O que trava é o pacote que o Hawks exige em troca.

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Resumo rápido
  • O Lakers ofereceu cerca de US$ 45 milhões por sign-and-trade, segundo Evan Sidery.
  • Sign-and-trade obriga contrato de no mínimo três anos, o que dá cerca de US$ 15 milhões por ano.
  • Brett Siegel diz que o alvo do ala é a faixa de US$ 14 a 16 milhões por temporada.
  • O Hawks pede Jarred Vanderbilt, escolhas e uma troca de posições de primeira rodada.
  • Cavaliers e Timberwolves também entraram na disputa pelo ala.

A oferta que está na mesa

O desenho que circula é específico. Segundo o repórter Evan Sidery, o Lakers colocou na mesa um contrato de aproximadamente US$ 45 milhões por sign-and-trade, dispondo-se a mandar Jarred Vanderbilt e capital de draft ao Hawks. A regra da liga entra aqui e importa: em acordos de sign-and-trade, o jogador precisa assinar por no mínimo três temporadas.

Essa obrigação transforma o número total em salário anual quase automaticamente. Quarenta e cinco milhões divididos por três temporadas dão quinze milhões por ano.

Por que o salário deixou de ser o problema

É aqui que a conta fica interessante. O insider Brett Siegel afirmou que o ala procura “aquele ponto ideal de US$ 14 a 16 milhões”. A oferta do Lakers cai exatamente no meio dessa faixa.

Traduzindo: o dinheiro que ele quer e o dinheiro que a franquia oferece já se encontraram. Se a negociação estivesse presa no contracheque, ela teria fechado semanas atrás. O que continua de pé é a outra ponta da mesa, aquela em que o Hawks cobra pelo direito de liberá-lo.

O que Atlanta quer receber

Anthony Slater, da ESPN, resumiu o estado das conversas em 7 de agosto, e o recorte explica o travamento melhor do que qualquer especulação.

“A oportunidade agradou ao Kuminga, mas a proposta de contrato via sign-and-trade, anos, dinheiro e pacote de volta para Atlanta, não satisfez todos os lados”, disse Slater. “O Lakers segue interessado nele, disseram fontes da liga, mas o avanço para um acordo está parado há semanas.”

A parte grifada é “pacote de volta para Atlanta”. O Hawks quer, além de Vanderbilt e das escolhas, uma troca de posições em primeira rodada, o mecanismo que permite ao time trocar de lugar na fila do draft com o parceiro no ano combinado. É um ativo que custa pouco hoje e pode custar muito depois, e é exatamente o tipo de item que a franquia relutou em incluir em todos os desenhos de sign-and-trade que já apareceram.

A fila anda enquanto ninguém assina

Kuminga é agente livre irrestrito, o que significa que ele escolhe onde jogar. Prefere o sign-and-trade por um motivo simples: essa via rende mais dinheiro do que assinar direto. Só que a preferência dele depende de dois times concordarem, e é isso que não acontece.

Enquanto isso, a concorrência cresce. Siegel apontou o Cavaliers como o outro time na disputa e disse acreditar que o desfecho será Los Angeles. Depois disso, o Timberwolves entrou na conversa: perdeu a corrida por LeBron James e tem a vaga de ala-pivô titular em aberto.

O ala chegou a Atlanta na temporada passada e estreou pelo time em 24 de fevereiro, com 27 pontos. Não é um jogador sem mercado. É um jogador cujo preço de saída ainda não foi acertado.

O que o Lakers ganha esperando

A franquia segue sem ala titular, e o elenco principal foi reconstruído em torno de Luka Doncic sem resolver essa posição. Kuminga é o melhor nome disponível para ela a esta altura do calendário.

Mesmo assim, esperar tem lógica. Cada semana sem assinatura aumenta a pressão sobre quem precisa decidir, e quem precisa decidir não é o Lakers. Agosto termina, o training camp aparece no horizonte e um ala de 23 anos sem time começa a pesar mais do que um swap de primeira rodada. A franquia apostou que o relógio joga a favor dela. Falta saber se o Hawks fez a mesma conta.