O Lakers voltou a ser ligado a Jericho Sims, pivô do Bucks, como opção para a vaga de reserva que sobrou depois das saídas de Jaxson Hayes e Deandre Ayton. O nome apareceu em duas reportagens na mesma semana. O problema não é o interesse, é a matemática: os dois times estão com elenco cheio.
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- Sims exerceu opção de jogador e recebe US$ 2,8 milhões nesta temporada.
- O pivô cravou 95 enterradas em 67 jogos na última temporada.
- Jaxson Hayes, que saiu, fez 122 enterradas em 66 jogos no mesmo período.
- O Lakers está com 16 jogadores e o Bucks precisa cair de 17 para 15.
- O interesse do Lakers em Sims remonta à trade deadline de 2025.
De onde veio o nome de Jericho Sims
A primeira menção partiu de Dan Woike, do The Athletic, ao listar o tipo de peça que o Lakers persegue no mercado. Woike creditou a apuração a “conversas com fontes de times e da liga”, sem tratar nada como encaminhado. Na sexta-feira, Michael Scotto, do HoopsHype, repetiu a informação e acrescentou o motivo que faria o Bucks atender o telefone: sobra de gente.
Milwaukee tem 17 jogadores sob contrato e precisa fechar em 15 até a estreia. O time ainda aparece ligado a Peyton Watson, o que aperta mais a conta. O interesse, portanto, não nasce de uma vitrine montada pelo Lakers. Nasce de um problema de folha alheio, que é uma origem bem menos glamourosa e bem mais confiável.
O que Sims resolve, e o que ele não resolve
O buraco é específico. Ao trocar Ayton e abrir mão de Jaxson Hayes, o Lakers perdeu de uma vez a verticalidade do garrafão. Kevon Looney chegou, mas a quilometragem e a queda de produção não credenciam o veterano como dono da vaga. Sims oferece exatamente o que sumiu: ele cravou 95 enterradas em 67 jogos na última temporada. Hayes, no mesmo intervalo, fez 122 em 66. A diferença existe, mas está longe de ser um abismo.
O problema aparece do outro lado da quadra. Sims é atlético sem ser protetor de aro, e a defesa individual não sustenta o volume de salto. É a mesma limitação que Hayes tinha, o que levanta a pergunta incômoda: trocar por Sims resolve a carência ou apenas recontrata o mesmo perfil com outro nome?
O contrato ajuda a fechar os olhos para parte disso. Sims exerceu a opção de jogador e vai receber US$ 2,8 milhões nesta temporada. É um salário que cabe em quase qualquer estrutura de troca, e isso pesa mais do que parece num elenco que já opera no limite.
A conta que não fecha nos dois lados
Aqui a conversa trava. O Lakers está com 16 jogadores e também precisa cortar. Dois times com excesso de atletas raramente são bons parceiros de troca, porque nenhum dos dois quer receber mais gente do que manda embora. Para abrir espaço e ainda absorver Sims, o Lakers teria de montar uma troca de três por um, ou puxar um terceiro time para dentro da conversa.
Trocas de três por um dependem de alguém com três vagas livres, e ninguém tem três vagas livres em agosto. É por isso que o assunto anda em círculo. Some a isso a perseguição a Jonathan Kuminga, que segue aberta e consome os mesmos ativos, e fica claro qual fila anda primeiro. A ala vem antes do pivô.
Vale separar uma coisa da outra. Estar no mercado por um pivô reserva é fato confirmado por mais de uma reportagem. Ter Sims como alvo prioritário é leitura de bastidor, não movimento em curso. A distância entre as duas coisas costuma ser o que separa manchete de negociação.
O cenário mais provável
Se o negócio existir, dificilmente será agora. O caminho realista passa por esperar: ou o Bucks dispensa Sims para resolver a própria sobra, e aí ele chega sem custo de ativo, ou ele começa a temporada encostado no banco e o preço despenca em novembro. Nos dois casos o Lakers ganha por não ter pressa.
O detalhe que dá lastro à história é a reincidência. O Lakers já tinha sondado Sims na trade deadline de 2025, ou seja, o nome não apareceu do nada nesta semana. Quando uma franquia volta ao mesmo jogador dois anos depois, normalmente não é acaso. É uma vaga que nunca foi preenchida direito.
Enquanto isso, a rotação do garrafão segue com Walker Kessler comprando as maiores brigas e Looney administrando minutos. Funciona até a primeira lesão. É exatamente esse tipo de fragilidade que faz um nome barato de US$ 2,8 milhões continuar circulando.