O Lakers foi eliminado na semifinal da Summer League de Las Vegas ao perder para o Golden State Warriors por 92 a 88, no sábado, 18 de julho de 2026. A equipe chegou invicta em quatro jogos, mas acertou apenas 6 dos 27 arremessos de três e desperdiçou lances livres no fim, como já vinha sendo observado ao longo da campanha em Vegas.

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Resumo rápido
  • Golden State venceu por 92 a 88 e tirou o Lakers da decisão.
  • O time acertou só 6 de 27 bolas de três (22,2%).
  • Adou Thiero fez 18 pontos com aproveitamento perfeito: 6 de 6.
  • Chris Mañon errou dois dos três lances livres a 9 segundos do fim.
  • O Lakers havia vencido os quatro primeiros jogos em Las Vegas.

Uma campanha invicta interrompida no pior momento

O Lakers chegou à semifinal como o time mais convincente do torneio. Quatro vitórias em quatro jogos, saldo de pontos alto e a sensação de que o elenco de verão tinha mais nível competitivo que a média da competição. Nada disso apareceu na quadra do Thomas & Mack Center no sábado.

O jogo foi apertado do início ao fim, com placar colado nos quatro períodos. A diferença nunca virou vantagem confortável para nenhum dos dois lados, o que costuma favorecer quem acerta os arremessos abertos. E aí mora o problema da noite do Lakers: o perímetro simplesmente não abriu.

6 de 27: o número que explica a eliminação

Vinte e sete tentativas de três pontos e apenas seis convertidas. É um aproveitamento de 22,2% que, num jogo decidido por quatro pontos, responde praticamente sozinho pela derrota. Cada bola curta virou rebote defensivo do Golden State e transição na direção contrária.

O quarto período expôs o mesmo padrão. O Lakers chegou a ficar sete pontos atrás e passou a depender de faltas para reduzir a distância. Conseguiu provocá-las, inclusive uma falta antidesportiva sobre Arthur Kaluma, mas deixou pontos na linha do lance livre em sequência. Um time que erra de fora e erra de dentro da linha não tem como virar um jogo de margem curta.

Os nove segundos que fecharam a porta

Com 89 a 86 no placar e nove segundos restantes, o armador Chris Mañon foi atingido em tentativa de três pontos. Três lances livres, chance real de empatar e levar para a prorrogação. Ele converteu apenas um. O Golden State administrou a posse seguinte e fechou em 92 a 88.

É injusto reduzir a atuação de Mañon a esse lance. Ele entregou a defesa aplicada que virou sua marca no torneio e fechou com 10 pontos, sete rebotes, quatro assistências, dois roubos e um toco. O aproveitamento de quadra foi ruim, 3 de 9, mas o impacto sem a bola apareceu o tempo todo. O detalhe é que, numa semifinal, o último lance carrega peso desproporcional.

Adou Thiero foi a boa notícia da noite

Se existe algo para o Lakers levar de Las Vegas, atende pelo nome de Adou Thiero. O ala de segundo ano fez 18 pontos acertando todos os seis arremessos que tentou, incluindo uma bola de três, e ainda pegou 10 rebotes, distribuiu três assistências e roubou três bolas.

Foi a atuação mais completa do time. Thiero converteu duas enterradas em jogadas de alley-oop e sustentou trechos longos de boa defesa, o tipo de contribuição que costuma abrir espaço no elenco principal. Um jogador que finaliza uma semifinal com aproveitamento perfeito de quadra e duplo-duplo não passa despercebido pela comissão técnica.

Kaluma sólido, Carr ainda buscando o ritmo

Arthur Kaluma saiu do banco e produziu 12 pontos em 24 minutos, com 5 de 10 de quadra, quatro rebotes, uma assistência e um roubo. Rendimento equilibrado, sem exageros, exatamente o que se pede de uma peça de rotação num torneio de verão.

O caso de Cameron Carr foi mais complicado. O armador novato começou frio, com 1 de 5 no primeiro período, e nunca encontrou a mão. Terminou como cestinha da equipe, com 17 pontos, mas às custas de 16 tentativas e um constrangedor 1 de 8 de fora. É o retrato do time inteiro numa linha de boxscore: volume alto, eficiência baixa.

O que esse jogo diz e o que ele não diz

Summer League não define carreira nem garante vaga em folha salarial. Ainda assim, cinco jogos em Las Vegas produzem informação útil, e a leitura aqui é razoavelmente clara: o Lakers achou dois nomes com contribuição real, Thiero e Kaluma, viu Mañon confirmar a reputação defensiva e recebeu um alerta sobre a criação de arremessos abertos quando a defesa adversária aperta.

Quatro vitórias em cinco jogos é um saldo bom para um elenco montado às pressas. A parte incômoda é que o único revés veio quando havia algo em jogo. O Golden State avança para a decisão. O Lakers volta para casa com um relatório de scouting mais recheado do que um troféu, o que, no fim de julho, talvez valha mais.