Jayson Tatum contou que Kobe Bryant era o jogador favorito dele na infância, e que a relação entre os dois só virou real quando ele chegou à NBA. A fala saiu no podcast Glass Half Full, do apresentador Craig Melvin. É a mesma herança que já rastreamos em outro adversário.

Siga o Lakers Brasil no Instagram

Resumo rápido
3 mil km
Distância entre a cidade onde Tatum cresceu, no Missouri, e Los Angeles
Ano de calouro
Quando os dois passaram de ídolo e torcedor a telefonemas e treinos juntos
Verde
A camisa que ele veste, do time que mais enfrentou o Lakers em finais
O terceiro
Jogador da liga a contar essa mesma história para nós em poucas semanas

O que Tatum contou no podcast

A conversa não era sobre basquete jogado, era sobre origem. Tatum cresceu no Missouri, no meio-oeste americano, a mais de três mil quilômetros de Los Angeles, criado só pela mãe. Foi ali que ele escolheu de quem ia gostar, e a escolha não teve nada de local.

“Foi especial. Eu cresci no Missouri, em uma casa em que só tinha minha mãe, e o Kobe Bryant sempre foi o meu jogador favorito. Eu sempre digo que a maior coisa que a gente pode fazer é inspirar alguém.”

Jayson Tatum, ala do Boston Celtics, no podcast Glass Half Full

Ele acompanhava tudo de longe

Antes de existir qualquer contato, o vínculo era de espectador. Tatum via as entrevistas, via os vídeos de treino e copiava o jeito de jogar, o que qualquer criança da geração dele fazia. A diferença é que ele chegou perto o bastante para passar a falar com o ídolo.

Vale lembrar de onde ele estava. Não era um garoto de Los Angeles vendo o time da cidade ganhar. Era alguém a três mil quilômetros de distância, sem nenhuma ligação com a franquia, escolhendo o jogador que jogava mais longe dele. É essa a medida do alcance que o Kobe tinha.

Os telefonemas começaram no ano de calouro

A relação mudou de patamar no ano de calouro dele na NBA. Vieram os telefonemas, vieram os treinos juntos e veio um encontro no escritório de Kobe. Tatum descreveu aquilo como o momento em que finalmente conseguiu dizer, na frente do cara, o tamanho do que ele tinha significado.

Isso era rotina do Kobe naquela fase da vida. Ele atendia jogador mais novo, mandava vídeo, dava aula de detalhe técnico e cobrava de volta. Vários dos melhores da liga hoje têm uma história parecida, e o que muda de uma para a outra é só a idade em que o telefone tocou.

Tatum também não guardou aquilo para si. Ele fechou a fala dizendo que a maior coisa que alguém pode fazer é inspirar outra pessoa, o que soa como frase pronta até lembrar que ele está falando de si mesmo, do lado de quem assistia.

Por que isso interessa a quem torce pelo Lakers

Porque a conta que sobra é sobre alcance, não sobre rivalidade. O jogador que virou o rosto do Boston Celtics nesta geração, do time que mais enfrentou o Lakers em decisão de título, cresceu tendo um jogador do Lakers como ídolo. A camisa verde veio depois, e por sorteio de Draft.

E não é caso isolado. Em poucas semanas ouvimos a mesma história de um pivô que assinou com o time nesta offseason e de um armador que jogou uma final recente. Três jogadores, três times diferentes, o mesmo ídolo de infância. É o tipo de dado que não aparece em tabela nenhuma e que explica por que a franquia continua sendo assunto mesmo em ano sem título.

Tatum vai enfrentar o Lakers de novo nesta temporada, e vai ouvir vaia na Crypto Arena como sempre ouviu. Nada disso muda o que ele contou no podcast. O garoto do Missouri que aprendeu a jogar imitando um cara de amarelo virou campeão da NBA vestindo justamente a cor contrária, e ainda assim faz questão de dizer de quem aprendeu.