O Lakers assinou com Aniwaniwa Tait-Jones, ala de 1,98 m e 25 anos, no lugar de Jahmir Young, dispensado horas depois de assinar. Nascido na Nova Zelândia, ele foi o melhor jogador da final da liga da Letônia e da Estônia e chega com contrato de pré-temporada, mais um movimento na conta do corte que o Lakers precisa fechar.
Uma quarta-feira de entra e sai
A quarta-feira começou com a dispensa de Cole Swider, o ala que tinha acertado 3 de 4 de três contra o Warriors na primeira semana de pré-temporada. Em seguida, o Lakers assinou com Jahmir Young, armador de 26 anos e 1,83 m, segundo Dan Woike, do The Athletic. Young passou o primeiro ano de NBA no Bulls e jogou 14 vezes pelo Heat na temporada passada, somando só 58 minutos. Na G League, pelo Sioux Falls Skyforce, era outro jogador: 25,9 pontos e 8,5 assistências por jogo em 31 partidas.
Young durou poucas horas. No mesmo dia, o Lakers fechou com Tait-Jones, informação de Olgun Uluc, da ESPN, e dispensou o armador para abrir a vaga.
O que é o contrato que ele assinou
O Exhibit 10 é o contrato mais barato que a NBA permite na pré-temporada. Não tem salário garantido e serve, na prática, como porta de entrada para a filial. Se o jogador é dispensado antes da estreia e passa pelo menos 60 dias no time da G League, recebe um bônus de até US$ 91 mil, além do salário de lá. Young, dispensado na mesma quarta, também tem direito a ele se for parar na filial.
Esse tipo de contrato também pode virar um two-way antes do início da temporada. Só que esse caminho está fechado: as três vagas de two-way do Lakers estão com Arthur Kaluma, AK Okereke e Chris Mañon. Por isso o destino mais provável de Tait-Jones é o Coachella Valley Lakers, a filial que mudou de cidade e de técnico neste ano e agora tem Alex Cerda no comando.
De Wellington ao torneio da NCAA
Tait-Jones nasceu em Wellington, capital da Nova Zelândia, em janeiro de 2001. Aos 18 anos, já era campeão da liga nacional com o Wellington Saints. Depois atravessou o Pacífico para jogar três temporadas no Hawaii-Hilo, da segunda divisão universitária, onde nunca teve média abaixo de 16 pontos.
A virada veio no UC San Diego. Na segunda temporada lá, em 2024-25, fez 19,1 pontos, 5,4 rebotes e 3,6 assistências por jogo e foi o primeiro jogador da universidade eleito o melhor da Big West. O time foi ao torneio da NCAA pela primeira vez na história da primeira divisão e perdeu para Michigan por 68 a 65 na estreia, com Tait-Jones fora de quadra a quase sete minutos do fim, eliminado por faltas.
Não foi draftado em 2025. Jogou a Summer League pelo Raptors e, sem vaga na NBA, aceitou a proposta do Valmiera Glass VIA, da Letônia.
O título que abriu a porta
Na Europa, ele virou titular de cara. Foram 30 jogos, 29 deles no quinteto, com 15,9 pontos e 6,9 rebotes por partida. O Valmiera ganhou a liga que reúne times da Letônia e da Estônia, e Tait-Jones foi eleito o melhor jogador da final. O time ainda levou o campeonato letão e a copa nacional,.
Por que ele não entra na briga pela vaga
A chegada de Tait-Jones não mexe na conta que tira o sono do departamento de basquete. O Lakers tem 16 contratos garantidos para 15 vagas no elenco principal e precisa resolver isso até segunda-feira, véspera da abertura da temporada. Segundo Jake Fischer, do The Stein Line, Dalton Knecht é o candidato mais provável a sair, e o time sonda trocas envolvendo Knecht, Jaden Hardy e Jarred Vanderbilt.
O neozelandês está fora dessa briga. Contrato de Exhibit 10 não ocupa vaga garantida, e a dispensa dele antes da estreia é o roteiro esperado, não uma surpresa. O que ele ganha é tempo: uma semana de treinos com a comissão de JJ Redick e a chance de chegar à filial já conhecendo o sistema da franquia.
Para o Lakers, a troca de Young por Tait-Jones é um investimento pequeno com um retorno possível. Se o ala repetir na G League o que fez na Letônia, o time terá um nome pronto para o dia em que uma das vagas de two-way abrir. Até lá, o melhor jogador da última final do Báltico deve começar a temporada no deserto, a cerca de duas horas de estrada de Los Angeles.