Com o Lakers em 0 a 3 na semifinal da Conferência Oeste contra o Oklahoma City Thunder, depois da derrota do último sábado em casa, um assunto que parecia adiado para o pós-temporada antecipou-se de vez. O contrato de Austin Reaves, prestes a renegociar com o Lakers, virou tema de debate aberto entre analistas, e a comparação com um jogador específico do Thunder fez o questionamento explodir.
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Reaves vale US$ 150 milhões?
O comentarista Jason Timpf foi direto. O Lakers está prestes a pagar mais de US$ 150 milhões a Reaves, e Reaves vai merecer esse valor, segundo a leitura dele. Só que, na noite do Jogo 3, Reaves foi superado em quadra pelo 15º jogador mais bem pago do elenco do Thunder. A comparação não é estética. É estrutural. Para Timpf, é exatamente esse o tipo de desafio que torna o Thunder uma equipe difícil para o restante da liga. O atual campeão da NBA acumula talento em todas as faixas salariais, e isso amplia margem de manobra que o Lakers, mais dependente de contratos máximos, não tem.
O analista lembrou ainda que o Thunder vai adicionar mais uma escolha de loteria do draft nesta offseason, via Los Angeles Clippers, e ficar mais difícil de acompanhar por adversários. A profundidade que decidiu a série de playoffs deste ano tende a aumentar.
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O problema defensivo de Reaves
A noite do Jogo 3 expôs de novo um ponto recorrente da série. Reaves tem sido alvo recorrente do ataque do Thunder, com Ajay Mitchell terminando com 24 pontos, parte significativa deles em situações em que o ala do Lakers era o alvo direto na marcação. Some-se a isso o histórico de busca constante por faltas em jogadas ofensivas, sem retorno equivalente em produção, e a equação fica mais complicada.
Reaves segue sendo um talento ofensivo respeitado pela liga. Sabe driblar, sabe finalizar, sabe distribuir. Mas a fragilidade defensiva e a leitura cada vez mais consolidada de que ele cai de produção na pós-temporada começam a abrir uma frente de avaliação na franquia. Vale renovar com contrato cheio? Vale apostar nesse perfil contra times com defesa de elite como o atual campeão da NBA?
O contraste com Ajay Mitchell
Mitchell joga no Thunder com um contrato muito menor. Não está na primeira camada da folha salarial. Não está nem na segunda. E entregou, no Jogo 3, uma das atuações mais decisivas do banco do atual campeão. Não é o único caso. O time de Mark Daigneault tem distribuído produção entre Cason Wallace, Isaiah Joe, Aaron Wiggins e o próprio Mitchell, jogadores em contratos modestos para o padrão NBA, em uma estrutura salarial que permite manter a elite ofensiva intacta com Shai Gilgeous-Alexander, Chet Holmgren e Jalen Williams. É o tipo de cenário que potencializa o impacto de cada decisão de renovação.
Para o Lakers, o caminho oposto. O time tem dois contratos máximos vivos, em LeBron James e Doncic, e prepara um terceiro grande contrato para Reaves. Em uma liga em que profundidade tem decidido séries de playoffs, esse desenho aperta o resto do elenco.
O cenário da offseason
A decisão sobre Reaves nos próximos meses não é simples. Deixar o jogador sair como agente livre ou negociá-lo são caminhos que carregam riscos enormes. Reaves é uma das peças que LeBron e Doncic acionam de forma natural, com química consolidada com os dois. Pagar o valor cheio também tem custo, em folga salarial e em flexibilidade para reforçar a profundidade. Não há resposta fácil.
O ponto que Timpf levanta, no entanto, vai além do contrato em si. Vai ao desenho geral do elenco do Lakers e à forma como o time se constrói para competir contra estruturas como a do Thunder. Se a melhor versão do Lakers é a que disputa o título, o time precisa olhar para a folha salarial com olhos novos. Se a melhor versão é a que se mantém competitiva no Oeste, talvez Reaves siga como peça boa o suficiente. A semifinal contra o atual campeão da NBA empurrou esse debate para a primeira página.
Ainda há um jogo
O Jogo 4 acontece nesta segunda-feira, 11 de maio, na Crypto Arena. Pode ser o último jogo do Lakers nesta temporada e, eventualmente, o último jogo desta versão do elenco como conhecemos. Reaves talvez tenha mais uma chance de mostrar para a diretoria, para o técnico e para a torcida o que tem para entregar quando a pressão é máxima. O contrato pode ser pintado de US$ 150 milhões em algumas semanas. A justificativa, dentro de quadra, ainda tem 48 minutos para começar a ser construída.