A reunião entre Doncic e Kyrie Irving no Lakers perdeu força. Segundo apuração de bastidores, a diretoria considera Irving redundante com Austin Reaves e prioriza trazer um talento alinhado ao timeline do astro de 27 anos. A amizade dos dois existe, mas o plano aponta para outra direção.

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Resumo rápido
  • O Lakers terminou a temporada 2025-26 em terceiro no Oeste, atrás de Thunder e Spurs.
  • Kyrie Irving, 34 anos, deve receber mais de US$ 39 milhões na próxima temporada.
  • A diretoria quer um reforço que caiba no timeline de Doncic, 27 anos.
  • Doncic e Irving levaram o Dallas à final de 2024, a primeira da franquia em 13 anos.
  • L.A. venceu 16 dos 18 jogos em arrancada no fim da temporada regular.

A janela de movimentações está perto de abrir, e o Lakers chega a ela com decisões de peso na mesa. A temporada teve picos impressionantes e quedas em momentos ruins, mas deixou a franquia em posição de fazer mudanças relevantes no elenco antes de bater o martelo sobre o próximo ciclo.

O que o Lakers quer resolver primeiro

A diretoria precisa negociar com LeBron James, que entra como agente livre irrestrito, e com Austin Reaves, que deve recusar a opção de jogador para a próxima temporada e testar o mercado. Só depois de definir esses dois nomes o front office deve voltar a atenção para reforços via mercado aberto.

É nesse momento que o nome de Irving reaparece. O armador de 34 anos, ex-All-Star e parceiro de Doncic em Dallas, é ligado ao Lakers desde a chegada de LeBron à franquia. A novela tem história, mas a leitura atual dos bastidores é de cautela.

A explicação da diretoria

O insider Jake Fischer detalhou o raciocínio do Lakers. “Pelo que entendo da prioridade do Lakers em termos de timeline, eles querem trazer um talento que combine com o momento do Luka Doncic, de 27 anos”, afirmou Fischer. “Por mais incrível que tenha sido a dupla Luka e Kyrie, acho que o Kyrie é um pouco redundante com o Austin Reaves, e o Lakers, por tudo que se ouve, quer mesmo manter o Reaves no grupo.”

A frase resume o impasse. Irving e Reaves ocupam funções parecidas em quadra, e a franquia não pretende abrir mão do mais novo para abrir espaço ao mais experiente.

Montar o quebra-cabeça em torno de Doncic

Doncic deve ser o centro do projeto pelo resto da carreira. Está no início do auge, e o Lakers sabe que a janela de título está aberta. O risco é claro: desperdiçar os melhores anos do principal jogador por falta de acerto nas decisões.

O rumo do mercado ainda é incerto. Há relatos de que o Lakers fará movimentos menores, mirando profundidade e a permanência de Reaves e LeBron. Outros apontam que a franquia pode sondar um negócio capaz de mudar o cenário da liga por Giannis Antetokounmpo, do Bucks.

Mesmo um plano mais contido teria defesa. Na temporada 2025-26, L.A. foi a terceira posição do Oeste, atrás apenas de Thunder e Spurs. A arrancada no fim do calendário, com 16 vitórias em 18 jogos, recolocou o time no rol de candidatos. Não fosse a lesão de Doncic e Reaves no mesmo jogo, a derrota de 2 de abril para o Thunder, o Lakers talvez fosse listado entre os três ou quatro melhores da liga no ano.

A dupla de Dallas foi testada

Do outro lado do debate estão os que enxergam Irving como o parceiro ideal, mesmo com Reaves no elenco. O argumento: apesar de vir de ruptura no ligamento do joelho e prestes a completar 35 anos, Irving elevaria o teto do time mais do que Reaves na próxima temporada.

O retrospecto pesa a favor. Chegado a Dallas em troca com o Brooklyn Nets no fim de 2023, Irving formou com Doncic uma dupla de nível de título e levou o Mavericks à final de 2024, a primeira da franquia em 13 anos. Os dois construíram uma relação forte em uma temporada e meia juntos e seguem amigos próximos.

Mas talento e amizade esbarram na conta. Trocar por uma estrela veterana, com histórico de lesões e salário de mais de US$ 39 milhões na próxima temporada, é um movimento que a diretoria parece relutante em fazer. O Lakers quer juventude e atletismo ao redor de Doncic, e essa lógica corre na direção oposta a uma reunião sentimental.

No fim, a escolha diz menos sobre Irving e mais sobre o tempo. O Lakers decidiu acertar o passo pelo relógio de Doncic, e qualquer reforço que não acompanhe esse compasso tende a ficar de fora da conversa.