O Lakers deve retomar o interesse em Yves Missi, pivô de 22 anos do New Orleans Pelicans, como solução para o garrafão. A estrutura discutida durante a temporada girava em torno de Dalton Knecht e uma escolha de segunda rodada. Missi é jovem, atlético e barato, um perfil de finalizador de alley-oop feito para jogar ao lado de Doncic.
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- O Lakers deve voltar à mesa por Yves Missi, pivô de 22 anos do Pelicans.
- Estrutura discutida: Dalton Knecht mais escolha de segunda rodada por Missi.
- Missi fez 5,7 pontos, 5,8 rebotes e 1,5 toco em 19,7 minutos nesta temporada.
- Salário de US$ 3,5 milhões faz dele uma opção de baixo custo.
- Knecht caiu para 4,2 pontos em 10,2 minutos e perdeu espaço.
Por que o pivô virou a prioridade do offseason
A leitura interna do Lakers é direta: o maior buraco do elenco está no garrafão. O time tem duas rotas. A primeira é cravar um titular de nível acima de Deandre Ayton, o atual pivô. A segunda, mais provável pela conta do bolso, é torcer para que Ayton acione a opção de jogador para a próxima temporada e, em paralelo, trazer um reserva de qualidade real para rodar atrás dele. É nessa segunda hipótese que Missi entra com força.
O contexto financeiro pesa. O Lakers chega nesta offseason com poucos ativos de troca de fácil saída, então uma peça jovem, produtiva e de salário enxuto vale mais do que parece no papel. Não se trata de buscar o nome mais badalado, e sim a engrenagem que falta.
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Quem é Yves Missi
Missi acabou de completar 22 anos e foi eleito para o segundo time de novatos na temporada passada. Nesta temporada, somou 5,7 pontos com 54,4% de aproveitamento de quadra, 5,8 rebotes e 1,5 toco em 19,7 minutos por jogo, segundo os números oficiais da liga. Não é uma ameaça de fora, e isso ninguém esconde, mas o restante do pacote físico é raro.
São 2,11 m e 104 kg, com envergadura de 2,18 m e impulsão vertical que chega a 98 cm. Traduzindo para o jogo: é um pivô que protege o aro, domina o rebote e corre a quadra em transição como poucos da posição. O tipo de atleta que transforma erro de marcação adversária em enterrada antes de a defesa se armar.
O que o Lakers daria em troca
Para subir de patamar, o Lakers estaria disposto a se desfazer de nomes vistos como decepção, como Jarred Vanderbilt, Knecht e possivelmente até Jake LaRavia, somando capital de Draft para fechar a conta. O caso de Knecht é o mais emblemático. Escolha número 17 do Draft de 2024, ele mostrou lampejos como novato, mas regrediu: jogou só 10,2 minutos por noite e despencou para 4,2 pontos, com 34,2% nos arremessos de três.
Era esperado que Knecht fosse um franco-atirador de elite no profissional, e talvez ainda recupere a carreira em um time que lhe dê minutos de verdade. Para o Lakers, porém, ele virou justamente o tipo de ativo que faz sentido empacotar agora, enquanto o valor de mercado não evaporou de vez. O repórter Evan Sidery publicou que as duas franquias já haviam conversado uma moldura de Knecht mais escolha de segunda rodada por Missi.
Como Missi encaixa ao lado de Doncic
Aqui mora o argumento mais forte. Doncic adora um parceiro de garrafão que ataca o aro sem pedir a bola, que finaliza o passe por cima da defesa e que limpa o rebote ofensivo quando a jogada trava. Missi é exatamente isso: alvo de alley-oop, reboteiro e protetor de aro que ainda galopa no contra-ataque. Em um elenco curto, a química de pick-and-roll com o esloveno pode render mais do que o talento bruto sugere.
E tem o detalhe que destrava qualquer negociação: Missi recebe US$ 3,5 milhões na próxima temporada, segundo o Spotrac. Para um time que precisa equilibrar folha e ambição, um reserva desse nível por esse preço é o tipo de movimento silencioso que separa um candidato de verdade de um time que só fala em ser candidato. O resto do plano de offseason do time está no hub de offseason, e o mercado completo no acompanhamento de negociações.
Nada disso está fechado, e o próprio histórico mostra que conversa de temporada nem sempre vira acordo de verão. Mas a lógica é coerente demais para ser ignorada: idade, preço, atletismo e encaixe tático apontam todos para o mesmo lado. Se o Lakers quer mesmo blindar o garrafão sem estourar o orçamento, Missi é o nome que junta todas as pontas.