Luke Kennard deixa o Lakers e acertou com o Phoenix Suns na free agency da NBA 2025-26. Melhor arremessador de três da liga na última temporada, com 47,8% de aproveitamento, o ala saiu como agente livre sem restrições, segundo Shams Charania, da ESPN. A franquia perde seu maior especialista de perímetro.
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Uma perda que o Lakers podia ter evitado
Kennard chegou a Los Angeles no deadline e resolveu de imediato o problema mais crônico do banco: pontuação eficiente de perímetro. Meses depois, sai pela porta dos fundos rumo ao deserto do Arizona. A saída dói mais pelo detalhe do contrato. Como agente livre barato, ele era exatamente o tipo de peça que uma franquia com ambição de título cobre sem pensar duas vezes.
Não foi o que aconteceu. O Lakers demonstrou interesse em mantê-lo, e o próprio jogador falou com carinho da passagem na entrevista de saída. “É um lugar especial”, disse Kennard sobre a franquia. O elogio não virou renovação. O Phoenix entrou, ofereceu, e o negócio fechou.
O melhor arremessador da liga estava em LA
Os números explicam o tamanho do buraco aberto. Na temporada regular, Kennard converteu 53,3% dos arremessos de quadra e 47,8% das tentativas de três, marca que o colocou como líder absoluto da NBA no fundamento. Não é um especialista qualquer: é o cara mais preciso da liga inteira na linha dos três pontos, agora vestindo outra camisa.
Para um time que precisa abrir espaço em volta dos criadores, perder esse tipo de gravidade ofensiva reorganiza toda a matemática do ataque. Cada defensor que precisava colar em Kennard no perímetro agora tem um passo a mais para fechar o garrafão.
Nos playoffs, ele subiu de nível
O que mais incomoda é que Kennard não sumiu quando o calor apertou. Na pós-temporada ele elevou o rendimento. No Jogo 1 contra o Rockets, despejou 27 pontos numa vitória surpreendente de Los Angeles, dando o tom de uma série em que se firmou como arma confiável.
A produção se manteve ao longo da campanha. Kennard fechou os playoffs com 11,5 pontos de média, acima dos nove que registrou na temporada regular pelo Lakers, e seguiu quente de longe, com 47,4% de aproveitamento nos três pontos. Eficiência que não cai sob pressão é mercadoria rara, e foi embora de graça.
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O elenco encolhe e a lista de tarefas cresce
A saída de Kennard não acontece no vácuo. Com LeBron James fora de Los Angeles, o time perdeu de uma vez vários nomes que compunham a rotação da temporada passada. O grupo que chegou às quadras em abril já não existe mais no papel, e a reconstrução do entorno vira prioridade imediata.
O peso recai sobre Doncic. Um armador que vive de leitura de espaçamento precisa de arremessadores que puxem a defesa para longe do aro. Kennard fazia isso melhor do que qualquer um na liga. Substituir essa função em um mercado de agentes livres tão magro é a tarefa mais difícil da diretoria neste verão.
A conta é simples e ingrata. O Lakers precisa achar outro atirador de confiança para dar fôlego ofensivo, e o balcão de opções está quase vazio. Deixar sair o melhor de todos, por uma quantia que cabia no orçamento, é o tipo de decisão que o mês de julho cobra caro lá na frente, quando os placares apertados voltarem a depender de uma bola de três no fim.